PREJUÍZO NO CAMPO | Municípios pedem caminhões-pipa para abastecer comunidades rurais

A estiagem que atinge o Estado causa problemas também para habitantes de regiões distantes no Interior. O município de Cerro Grande do Sul, no sul do Estado, recebeu da Defesa Civil neste final de semana três reservatórios d?água para abastecer comunidades da área rural que estão sob racionamento.

Os reservatórios são de lona, chamados de Viniliq Pipa. São estruturas dobráveis, abastecidas na área urbana, depois colocadas sobre caminhões ou caminhonetes de prefeituras para que sejam levadas até a região desabastecida. Até ontem, 32 dos 42 disponíveis pela Defesa Civil já haviam sido emprestados para 22 cidades.

Em Cerro Grande do Sul, a situação é mais complicada no distrito de Garambeu. O local, que fica distante seis quilômetros da área urbana por meio de uma estrada de chão, está com o abastecimento de água ocorrendo somente em alguns horários. A estimativa do prefeito Sérgio Silveira da Costa (PMDB) é de que apenas 30% do sistema esteja funcionando:

De acordo com o chefe do Executivo, desde sábado cerca de 10 mil litros de água têm sido enviados da região central para o distrito, que tem aproximadamente 400 moradores. Ainda segundo Costa, a falta de água também afeta a principal cultura plantada no município: o fumo. Ele estima que 50% da produção tenha sido perdida por causa da pouca chuva.

– É muito dinheiro que perdemos. Somos dependentes do fumo e 95% de Cerro Grande se alimenta com a receita do fumo – disse o prefeito, garantindo que irá fazer um decreto para agilizar o recebimento de verbas.

Outra cidade que recentemente solicitou o reservatório foi Rio Pardo. Chuvisca e Camaquã decretaram situação de emergência. E o município de Maquiné já iniciou as tratativas no sistema de desastres da Defesa Civil.

Em Venâncio Aires, o prefeito assegura que irá declarar emergência. Giovane Wickert (PSB) estima perda de R$ 31 milhões em plantações de fumo.

A Corsan garante que o abastecimento de água está normalizado no Estado, apesar dos mananciais estarem baixos. A companhia informa que pode haver eventuais problemas "por alguma ocorrência operacional, tais como vazamentos de redes ou falta de energia elétrica". Em nota, também recomenda que "a população utilize a água de forma consciente, evitando desperdícios tais como lavagem de calçadas e regas abundantes de jardins e gramas".

vitor.rosa@rdgaucha.com.br

VITOR ROSA

Fonte: Zero Hora

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