Prejuízo da safra aumenta

Emater aponta perda de R$ 3,6 bilhões puxada pela soja, que deixará no campo 3,1 milhões de t

A seca que atingiu a safra gaúcha de verão deve resultar em uma perda de R$ 3,6 bilhões no Valor Bruto de Produção (VBP) da agricultura. O índice foi divulgado ontem, na Expodireto, em Não-Me-Toque, no terceiro levantamento de safra da Emater. Realizado entre 20 e 24 de fevereiro, o estudo ampliou o impacto da estiagem que era calculado em R$ 2,89 bilhões o final de janeiro. Agora, a Emater projeta safra de 17,7 milhões de toneladas, queda de 25,41% em relação à estimativa inicial de 23,7 milhões t. Se comparada com 2010/2011, a perda já consolidada chega a R$ 5,3 bilhões. O secretário do Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan, disse que o impacto na vida do produtor é extremo, mas se considerar o PIB gaúcho de mais de R$ 270 bilhões, não representa tanto. E acrescentou que o governo repensará o programa de irrigação.
Como já era de se esperar, a soja apresentou maior recuo. A quebra chega a 30,71%, com colheita prevista em 7,1 milhões t. O diretor técnico da Emater, Gervásio Paulus, explica que as perdas ainda podem aumentar porque os pés estão com altura entre 30 cm e 40 cm, abaixo da ideal (entre 1 metro e 1,2 metro). "Identificamos que há grande presença de grãos verdes e chocos, o que impacta na qualidade e deve aumentar o custo das indústrias." Mesmo assim, a tendência é que mais perdas ocorram pontualmente. Com a maior parte da lavoura na fase de enchimento de grãos, o produtor deve continuar olhando para o céu. Segundo Paulus, o excesso de chuva pode ser prejudicial nesta fase e na colheita. "Agora, o ideal é que ocorram chuvas mais frequentes e regulares." No arroz, não se espera mais impacto.

Fonte:  Correio do Povo

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