Prazo para contestar perdas no Plano Collor vence no dia 15

Poupadores reivindicam diferença na correção de cadernetas. Há 20 anos, parte do dinheiro nas poupanças ficou bloqueado.

Uma guerra está se aproximando da batalha final no Brasil. Na próxima segunda-feira(15), vence o prazo para quem pretende contestar, na Justiça, a correção das cadernetas de poupança bloqueadas pelo Plano Collor 20 anos atrás.

Como muita gente que tinha dinheiro na poupança em 1990, o aposentado Carlos Alberto Carneiro se lembra bem da dificuldade que passou. “E, na ocasião, eu estava fazendo uma reforma de uma casa, onde hoje eu moro, e tive que sustar a reforma porque não tinha meios de nem comprar o material e nem fazer o pagamento do pessoal que estava trabalhando, a mão de obra”.

Em março daquele ano, um dia depois de tomar posse, o governo Collor mandou bloquear as poupanças. Quem tinha dinheiro aplicado só pôde ficar com, no máximo, 50 mil cruzados novos, que na época equivaliam a cerca de US$ 1,3 mil. O resto ficou no Banco Central.

A grande discussão está em torno do rendimento creditado em maio de 90 nas cadernetas de poupança, que ficou em 0,5%. Advogados e entidades de defesa do consumidor afirmam que o rendimento daquele mês deveria ser meio por cento mais a inflação medida pelo índice de preços ao consumidor: 44,8%. Um número que parece alto hoje, mas que era comum naquela época.

A Federação Brasileira de Bancos diz que os bancos aplicaram a correção que entenderam como devida. “Os bancos efetivamente cumpriram aquilo que estava determinando na lei naquele momento. Esse questionamento do Plano Collor é muito posterior ao Plano Collor. À época não existia dúvida”, disse Arnaldo Laudisio, diretor da Febraban.

A briga por essa diferença foi parar no Judiciário. Só no estado de São Paulo, mais de cialis cheap pills online vs 10 mil ações estão em andamento. O prazo para entrar na Justiça termina no dia 15 de março, quando o confisco completa 20 anos e pela lei, o poupador perde o direito de reclamar.

Seu Carlos decidiu entrar com a ação. “É bom não fazer muito plano porque geralmente a Justiça demora um pouquinho, dois, três anos. Eu vou esperar um pouco, mas tenho expectativa, sim. Será bem-vindo”.

Fonte: Globo.com – Jornal Nacional

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