Possível trégua entre EUA e China eleva preço da soja

Entre as idas e vindas em busca de uma saída para o impasse gerado pela guerra comercial entre EUA e China, as relações entre os dois países voltaram a vislumbrar uma resolução esta semana. Na noite de quarta-feira, o Ministério do Comércio da China informou que o vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, recebeu um convite para visitar os Estados Unidos no fim deste mês para negociar questões comerciais bilaterais.

A notícia, como se esperava, renovou os ânimos do mercado, gerando forte alta nas cotações agrícolas nas bolsas de Chicago e Nova York, com destaque para a soja. Os contratos da oleaginosa com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,97 o bushel, alta de 28 centavos. "A notícia foi bem-recebida pelo mercado porque é uma sinalização de que os dois países estão dispostos a conversar. Mas é impossível prever qual será o resultado dessa reunião", diz Ana Luiza Lodi, da FCStone.

Apesar da aparente trégua, a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo ainda está longe de uma solução de curto prazo, segundo analistas. "A gente não pode entrar na euforia de achar que o acordo vai ser simples. Estamos falando de bilhões e bilhões de dólares. O jogo é pesado", diz Ismael Menezes, sócio diretor da MD Commodities. Para ele, o mercado de soja deve ficar sustentado até a conclusão das negociações. Juntos, EUA e China respondem por cerca de 3,55% do comércio mundial.

Por Cleyton Vilarino | De São Paulo

Fonte : Valor

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