Porta arrombada… | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

A mobilização de governos contra a febre aftosa lembra o velho ditado: Porta arrombada, tranca de ferro. Só depois que um foco de febre aftosa aparece, ainda que na vizinhança, o poder público disponibiliza pessoal e recursos para barrar uma possível intromissão do vírus em território brasileiro.
Pelos estragos que a doença pode causar à economia do Brasil, hoje o maior exportador mundial de carnes, a prevenção ao mal deveria ser obrigação de todo dia. Não se pode esperar o mesmo do Paraguai. O país não é grande exportador de carnes. O Paraguai exporta soja – e a doença não acarreta restrições internacionais ao comércio de grãos. Em tese, o país tem pouco a perder com a aftosa.
Sendo o Brasil o maior prejudicado com a atividade viral no Paraguai, até pela proximidade com o vizinho descuidado, que sempre desperta suspeitas no mercado externo, já é hora de o governo brasileiro cobrar uma contrapartida mais eficaz para as volumosas somas que investe em vacinas e apoio técnico para ajudar o Paraguai a erradicar a doença.

Fonte: ZH | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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