POLÍTICA – Governo eleito analisa potencial de reservas para produção de adubo

Presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirma, no Twitter, que trabalho está sendo feito em conjunto com novos ministros da Agricultura e Minas e Energia

jair-bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

"Hoje, mesmo com as maiores reservas, dependemos de matéria-prima importada para produzir fertilizantes", disse o presidente eleito, no Twitter (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse que analisa o potencial de reservas minerais do Brasil para reduzir a dependência de matéria-prima importada na produção de fertilizantes. Pelo Twitter, ele afirmou que avaliação é feita junto com os futuros ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Albuquerque Junior.

“Estamos analisando o potencial de exploração de reservas de potássio, cálcio e magnésio em regiões do nosso país. Hoje, mesmo com as maiores reservas, dependemos de matéria-prima importada para produzir fertilizantes”, diz Bolsonaro, em postagem data do último domingo (16/12). Dados da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (Ama Brasil) indicam que a importações corresponderam a 83% do volume de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) usado no Brasil em 2017. O composto é o mais aplicado nas lavouras brasileiras. Só no caso dos nitrogenados, a participação da matéria-prima importada foi de 65%; nos fosfatados, de 55% e no potássio, de 95%.

“A produção nacional ficou praticamente estagnada nos últimos 20 anos. E como o consumo foi aumentando, a dependência do importado também cresceu”, explica o diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), Carlos Florence.

Ele se diz favorável à ideia de incentivar a produção nacional, desde que não sejam adotadas medidas que possam se transformar em custo maior para o agricultor. Florence defende que a competição entre o produto nacional e estrangeiro no mercado brasileiro deve ser em igualdade de condições.

“O que não pode é querer inventar imposto de importação ou fazer algo que venha a aumentar o custo do agricultor. Tem que garantir igualdade de condições, sem criar artificialismos”, avalia o executivo.

POR RAPHAEL SALOMÃO

Fonte : Globo Rural

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