POLÍTICA – Espero que o Supremo nos ajude, diz Bolsonaro sobre Raposa Serra do Sol

Em transmissão via internet, presidente eleito voltou a defende o que tem chamado de exploração racional da reserva indígena em Roraima

politica-bolsonaro-live (Foto: Reprodução/YouTube)Em vídeo na internet, Bolsonaro reafirmou sua intenção de explorar a reserva Raposa Serra do Sol (Foto: Reprodução/YouTube)

O presidente eleito Jair Bolsonaro admite que há dificuldades, mas diz esperara que o Supremo Tribunal Federal (STF) ajude a viabilizar a exploração da área da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Bolsonaro voltou a tocar no assunto em uma nova transmissão em vídeo via internet, nesta terça-feira (18/12).

“Sabemos da dificuldade de rever essas reservas, já foram homologadas. Mas existe o Supremo Tribunal Federal. Quem sabe um dia o Supremo acorde para isso e nos ajude a fazer com que essas reservas venham a ser exploradas com racionalidade, obviamente, em benefício do próprio povo indígena”, disse o presidente eleito na transmissão, que teve cerca de 11 minutos de duração. No vídeo, Jair Bolsonaro reafirmou seu discurso em relação à política indigenista no Brasil. Segundo ele, o indígena quer se integrar à sociedade e não “recluso em sua terra, como se fosse alguém da idade da pedra”.

Também nesta terça-feira (18/12), a assessoria da futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), divulgou uma nota esclarecendo que toda a política fundiária no próximo governo estará a cargo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Isso inclui as questões relacionadas a populações indígenas e quilombolas.

A secretaria de Política Fundiária, criada na nova estrutura do Ministério da Agricultura, será coordenada pelo presidente da União Democrática Ruralista, Luiz Nabhan Garcia. Já Fundação Nacional do Índio (Funai) deixa o Ministério da Justiça e passa a ser de responsabilidade do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, que será chefiado por Damares Alves.

Na nota, a assessoria da futura ministra Tereza Cristina afirma que questões ligadas a demarcações de terras ou conflitos serão submetidos a um Conselho Interministerial, que está sendo criado. Esse grupo deve envolver as pastas da Agricultura, Defesa, Meio Ambiente, Direitos Humanos e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : GLOBO RURAL

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