Plantio de soja ‘dispara’ em Mato Grosso

Ruy Baron/Valor / Ruy Baron/Valor
Com clima mais favorável, plantio cobriu mais de 50% da área prevista no Estado

Com o clima em geral favorável, apesar de chuvas irregulares em algumas áreas, o plantio de soja já cobriu mais de metade da área total que deverá ser plantada com o grão em Mato Grosso nesta safra 2013/14, cuja semeadura teve início em meados do mês passado.

Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o percentual chegou a 50,6% da área prevista em 24 de outubro, 23,2 pontos percentuais a mais que na semana anterior – o maior avanço semanal da temporada. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava em jogo o plantio da safra 2012/13, já há um aumento de 0,3 ponto percentual.

De acordo com o Imea, a oleaginosa deverá ocupar, no total, 8,29 milhões de hectares em 2013/14, 4,8% mais que no ciclo passado e um novo recorde. A colheita está estimada pelo instituto em 25,7 milhões, outro recorde, 8,5% superior ao de 2012/13.

A comercialização antecipada da safra atual chegou a 41,4% do volume total previsto, ainda 21,7 pontos percentuais a menos que no mesmo intervalo do ano passado, quando se comercializava a safra 2012/13. Os produtores ainda têm esperanças de que o preço vá subir mais, daí a relutância em "travar" as vendas.

Em levantamento divulgado ontem, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve sua estimativa para a produção de soja do país no ciclo 2013/14 em 86 milhões de toneladas. Outro recorde que, se confirmado, representará um incremento de 5,4% sobre o volume colhido em 2012/13 (81,6 milhões).

E a entidade voltou a elevar sua estimativa para as exportações de soja em grão do país no atual "ano comercial" que começou em fevereiro deste ano e terminará em janeiro próximo. Agora, projetou, os embarques tendem a somar 42 milhões de toneladas, 500 mil a mais que o previsto em setembro.

Em contrapartida, a estimativa para o processamento da matéria-prima no país no ano comercial recuou em 500 mil toneladas na comparação, para 35,4 milhões. Com isso, a previsão da Abiove para a produção de farelo de soja caiu de 27,3 milhões para 26,9 milhões de toneladas e a projeção para a produção de óleo de soja diminuiu de 6,9 milhões para 6,8 milhões de toneladas.

As estimativas para as exportações de derivados no atual ano comercial também foram ajustadas para baixo. As de farelo passaram de 13,2 milhões para 12,8 milhões de toneladas, enquanto as de óleo caíram de 1,35 milhão para 1,25 milhão de toneladas.

No total, projeta a Abiove, as exportações brasileiras do chamado "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo) tendem a render US$ 29,341 bilhões em 2013, 12,3% mais que em 2012. Para 2014, mesmo com uma nova safra recorde do grão, são esperados US$ 27,394 bilhões. Essa queda reflete sobretudo a tendência de baixa dos preços médios das vendas dos três produtos ao exterior.

De acordo com a entidade, com o mercado global melhor abastecido o preço médio das exportações do grão deverá cair de US$ 525, em 2013, para US$ 470 no ano que vem. Em igual comparação, o preço médio do farelo tende a diminuir de US$ 470 para US$ 420 e a cotações médias do óleo poderão recuar de US$ 1.020 para US$ 870 por tonelada.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso e Fernando Lopes | De Brasília e São Paulo

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