PLANTIO DA SOJA – Centro-Oeste: meteorologia começa a indicar volta de chuvas no fim de setembro

Por enquanto, a previsão não mostra regularização das precipitações e uma nova janela de tempo seco podem atrapalhar o produtor que optar por plantar soja no período

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Foto: Pixabay

Os mapas meteorológicos começam a indicar o retorno das chuvas para parte do Centro-Oeste brasileiro no fim deste mês de setembro. Não serão chuvas generalizadas e devem se restringir a algumas áreas agrícolas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo a meteorologista da Somar Heloísa Pereira, a umidade que vem do Norte do país e do Centro-Sul podem se conectar, trazendo essas precipitações pontuais à região central.

Em Mato Grosso, as precipitações devem ocorrer desde Aripuanã, passando por Comodoro, Primavera do Leste, Cuiabá, Rondonópolis. Em Mato Grosso do Sul, cidades como Nova Andradina, Três Lagoas, Bataguassu e Água Clara estão na rota de possíveis chuvas de acumulado superior a 10 mm.

“É preciso ter extrema cautela com essa informação, pois os modelos de previsão indicam apenas o retorno da chuva ao Brasil central. A qualidade e quantidade dessas precipitações ainda não garantem um plantio seguro em todas as áreas produtoras, mas trazem alívio para a seca atual”, diz Heloísa.

Segundo a meteorologista, é preciso ficar atento, pois logo após essas chuvas há chance de uma janela de tempo seco aparecer, podendo durar mais de dez dias, o que atrapalharia o desenvolvimento inicial das plantas.

“Por enquanto, o conjunto de modelos indica esse padrão de janela de tempo mais seco até pelo menos a metade de outubro. E, isso pode sim prejudicar os produtores, ainda mais se a seca ocorrer acompanhada de calor acima da média”, comenta.

Heloísa Pereira ainda ressalta que vários fatores podem influenciar a chegadas das chuvas. “Apesar dessa não regularização, temos que dar o peso devido aos fatores climatológicos. Além disso, pensando na parte física do processo, a atmosfera está altamente aquecida, instável, cheia de núcleos de condensação formados pelas queimadas. Quando uma frente fria conseguir se alinhar à umidade da Amazônia e trouxer de volta a umidade ao Brasil central, essa convergência de fatores, aliada a esse cenário instável, vai proporcionar fortes temporais”, afirma.

Por Daniel Popov, de São Paulo

Fonte : Canal Rural