Planos de crédito farto ao campo

Agricultores grande e pequenos terão uma semana que valerá por um ano. A agricultura comercial conhecerá o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 amanhã, quando espera-se que a presidente Dilma Rousseff anuncie aporte próximo de R$ 140 bilhões. Na quinta-feira será a vez da produção familiar saber os rumos do Plano Safra. O ministro Pepe Vargas adianta que somado a outras linhas federais que atendem indiretamente aos pequenos (R$ 15,9 bilhões em 2012/13), o novo aporte deve chegar próximo aos R$ 42 bilhões reivindicados pela Contag. Lideranças que acompanharam as negociações no Planalto garantem que a presidente foi bastante solícita aos pleitos do campo e que o resultado é ‘surpreendente’.

Independente do porte do agricultor, o governo virá com uma política clara de fomento à armazenagem. Dilma deve anunciar crédito de R$ 25 bilhões pulverizados em cinco anos a juros reduzidos. A meta é elevar a capacidade de estocagem em 15 milhões de t ao ano. Novidades que devem ter eco para a agricultura familiar, hoje beneficiada via Mais Alimentos. ‘Teremos um novo recorde em volume de recursos. A presidenta garante que não faltará dinheiro. E, se faltar, ela colocará mais’, pontuou Vargas, lembrando que a safra 2012/2013 termina com tomada de crédito de R$ 17 bilhões, praticamente todo o montante ofertado aos pequenos. Sem previsão de alteração na política de seguro, a garantia de renda deve vir pelo ‘aperfeiçoamento’ do Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar. A Fetag defende ainda a redução de juros e ‘o aumento do teto por CPF, hoje em R$ 160 mil’, pontua o presidente, Elton Weber.

No âmbito da agricultura comercial, o governo deve trazer incentivo às ações voltadas à classe média, com reforço nos programas ABC e Pronamp. A inovação tecnológica terá sua vez, com o já anunciado InovaAgro, que chega com R$ 1 bilhão.

Após a alta da Selic para 8%, a dúvida é sobre como virão as taxas para a safra 2012/2013. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, teme que o crédito fique mais caro, mas dispara: ‘O correto é o governo utilizar taxa de 4%. Pelos resultados que o agronegócio está dando, o governo tem mecanismos para isso.’

Para os grandes

– R$ 140 bilhões;

– Espera-se redução de juros para 4,5% contra 5,5% no plano anterior. Contudo, no governo a garantia é de que a redução de juros virá apenas em programas específicos.

– R$ 25 bilhões para ampliação das estruturas de armazenagem no campo nos próximos 5 anos (construção de silos, principalmente nas regiões onde há maior carência de infraestrutura para estocagem da safra);

– criação de uma Agência de Extensão Rural;

– Aumento dos limites de financiamento (em estudo);

– Garantia de preço;

– Fortalecimento da classe média rural;

– Apoio extra ao Programa ABC;

– Reforço no Pronamp;

– Apoio ao cooperativismo;

– Estímulo à inovação tecnológica por meio de aporte de R$ 1 bilhão para o Programa InovAgro.

Para os pequenos

– Cerca de R$ 24 bilhões;

– Aperfeiçoamento do Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) de forma a garantir renda;

– Aumento no limite de compras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Atualmente, o limite está em R$ 4,8 mil;

– Vistorias diárias com o fim de reforma agrária e regularização de assentamentos;

– Concurso para contratação de 450 professores para a zona rural em todo o Brasil;

– Ampliação do Programa de Habitação Rural;

– Criação do Conselho Nacional de Assalariados Rurais;

– Espera-se anúncio referente ao aumento do teto por CPF (hoje em R$ 160 mil);

– Incentivo à armazenagem.

Fonte: Correio do Povo

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