PLANO SAFRA RS TERÁ R$ 2,74 BILHÕES

Com um acréscimo de recursos de 2,6% em relação ao ano passado, o Plano Safra Estadual 2014/2015 irá destinar R$ 2,74 bilhões para operações de investimento, custeio e comercialização no campo. O anúncio foi feito ontem pelo governador Tarso Genro, em Canguçu. A estimativa do governo do Estado é que 300 mil famílias devem ser beneficiadas.

Entre as 66 medidas anunciadas, a maior parte delas – 37 – está voltada ao desenvolvimento territorial e ao combate às desigualdades regionais. Também estão previstos recursos para prevenção e combate aos efeitos da estiagem (R$ 19 milhões), projeto piloto de regularização fundiária em 13 municípios, onde a irregularidade em alguns casos ultrapassa os 50% (R$ 5 milhões), e melhoria de energia elétrica (R$ 6 milhões), entre outros. O Banrisul irá financiar a maior parte dos recursos: R$ 1,6 bilhão. Badesul e BRDE respondem, cada um, por R$ 390 milhões. As secretarias da Agricultura (Seapa) e do Desenvolvimento Rural (SDR) complementam os investimentos com R$ 390 milhões. O secretário da Agricultura, Claudio Fioreze, não acredita que as restrições da legislação eleitoral tenham influenciado no volume de recursos. ‘O governo federal aumentou em quase 15%. Não há necessidade de os bancos daqui colocarem mais do que colocaram’, disse Fioreze. Segundo ele, os aportes próprios (da Seapa e da SDR) passaram de R$ 176 milhões para R$ 360 milhões neste ano. As taxas de juros permanecem entre 0,5% e 4%. Presente ao encontro, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, destacou a ampliação das linhas de crédito e observou que o RS é o maior captador de financiamentos, com 269 mil contratos.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, disse que as duas secretarias contam com bons programas, porém têm orçamento baixo. Ressaltou que o anúncio ficou dentro do esperado. ‘Sabemos que o Estado tem problemas financeiros grandes, mas tem de haver prioridades. E o Interior não é prioridade de governo, nem neste, nem nos outros.’ A coordenadora da Fetraf-Sul, Cleonice Back, fez uma avaliação positiva. ‘Algumas políticas são estratégicas para nós, como o Irrigando Agricultura Familiar, que teve aumento de recursos’, disse. O superintendente da Fecoergs, José Zordan, acredita que o recurso destinado à energia, embora pequeno, vai favorecer o setor. ‘Na média das cooperativas e também na área das concessionárias, 65% da rede é monofásica, então precisa ser reforçada’, apontou.

Principais medidas

Irrigando Agricultura Familiar: R$ 12 milhões para 1,2 mil projetos.

Regularização fundiária: R$ 5,1 milhões para levantamento e identificação de terras patrimoniadas em 13 municípios.

Melhoria de energia: R$ 6 milhões, via BNDES, para atender 600 famílias. Financiamento via Feaper, com subsídio de 80%.

Assistência técnica e extensão rural a 4 mil famílias, via convênio com o MDA.

R$ 115 milhões para reforma agrária e qualificação dos assentamentos.

Bolsa Juventude: 2 mil estudantes atendidos em 2015, com auxílio de R$ 200.

Concurso público para a SDR.

Fonte: Correio do Povo

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