Plano Safra do Banrisul contará com R$ 4,1 bilhões, volume 26% maior

Com 26% mais recursos, o Plano Safra do Banrisul, anunciado na manhã desta quinta-feira (02), terá R$ 4,1 bilhões para financiar os agricultores gaúchos no ciclo 2020/2021. O aumento de recursos tem como foco, além de ampliar a participação do banco no segmento, estimular e facilitar o acesso do setor especialmente em quatro áreas: irrigação, seguro, melhorias no solo e armazenagem.

Dos R$ 4,1 bilhões, quase R$ 500 milhões serão recursos próprios, que complementarão as liberações caso os recursos da União terminem mais cedo do que a demanda.

Os juros serão os mesmos das taxas do Plano Safra federal.

Devido à estiagem que massacrou lavouras, pastagens e pomares neste ano, um dos segmentos que deve ter procura elevada é de projetos para irrigação. E com a redução nos juros para crédito destinado à melhoria e correção do solo, outro elemento fundamental para aumentar a absorção hídrica, a linha também deve ser mais procurada.

"Melhorar o solo tem reflexo significativo na produtividade das lavouras. Já tínhamos uma linha para isso, mas com a redução na taxa de juros a procura deve aumentar", avalia o superintendente de Crédito de Agronegócios da instituição, Robson Santos.

Dos valores anunciados, R$ 500 milhões serão destinados exclusivamente para investimentos e R$ 3,6 bilhões às demais linhas do agronegócio, como custeio, comercialização e industrialização.

Para a agricultura familiar foram reservados R$ 800 milhões, aos médios produtores são R$ 635 milhões e para os demais produtores, cooperativas e empresas do setor, R$ 2,67 bilhões. O banco vem investido para ampliar sua participação no agronegócio como um todo.

A meta anunciada em 2019 era triplicar a presença no segmento em três anos. O share do banco na liberação de recursos em crédito rural girava em torno de 6% no ciclo 2018/2019 e a instituição anunciou, no ano passado, o desafio de elevar para próximo de 20%, semelhante à participação do Banrisul em outros segmentos no Rio Grande do Sul.

Fonte: Jornal do Comércio