PLANO SAFRA | Dinheiro não faltará, garante Dilma

Dos R$ 136 bilhões liberados para crédito rural no período 2013/2014, quase 20% serão destinados para armazenar grãos

Após a supersafra de grãos colhida neste ano escancarar outra vez as deficiências logísticas do país, o governo federal resolveu dar atenção especial para um dos maiores gargalos da infraestrutura no campo.
Ancorada em R$ 136 bilhões anunciados para o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, a maior injeção de recursos da história, a presidente Dilma Rousseff ainda marcou o anúncio com uma frase entusiasmada e que relembrou um antigo slogan adotado no governo João Figueiredo, nos anos 1980 (veja frases em destaque).
– Se forem gastos em todas as áreas previstas, não faltarão recursos. Nós iremos complementar. Gastem, e terão mais – garantiu Dilma.
Só para a armazenagem, nos próximos cinco anos serão destinados R$ 25 bilhões. Ao apostar na armazenagem do grão o governo atira em duas frentes: evita que a safra tenha de ir toda e imediatamente para a estrada e permite ao produtor vender com preços melhores. No pacote está previsto que a Companhia Nacional de Abastecimento aplicará R$ 500 milhões para modernizar e ampliar a sua capacidade. Dos 10 novos armazéns no país, um será em Estrela, no Vale do Taquari.
Atualmente, o Brasil está apto a estocar 144 milhões de toneladas de grãos, ante uma safra que deve chegar a 190 milhões em 2013/2014. Pelas estimativas do Ministério da Agricultura, só na próxima safra o país deve ampliar em 13 milhões de toneladas a capacidade de estocagem.
– Será possível estocar o grão e disputar melhores preços no mercado – avalia o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, calculando que o déficit gaúcho de armazenagem fique em torno de 4 milhões de toneladas.
Superintendente do Banco do Brasil (BB) no Estado, Tarcísio Hubner calcula que, no Rio Grande do Sul, a instituição financiará até R$ 600 milhões em armazéns. Os gaúchos, estima o executivo, tomarão cerca de R$ 7 bilhões em crédito para investir, comercializar e custear a produção. A queixa mais contundente feita por entidades como a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, presidida pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), ficou no acesso aos financiamentos:
– Precisamos melhorar a eficiência na questão bancária e diminuir a burocracia. É difícil acessar esse crédito.
caio.cigana@zerohora.com.br

guilherme.mazui@gruporbs.com.br

CAIO CIGANA E GUILHERME MAZUI

Multimídia

 

Fonte: Zero Hora

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