Pivô central de irrigação garante pasto nutritivo a vacas prenhes

Adubação periódica, manejo rigoroso e cuidado com a infestação de pragas ajudam a manter o capim com qualidade

Merce Gregório| Itumbiara (GO)

Merce Gregório

Foto: Merce Gregório / Canal Rural

Vacas prenhes ou paridas necessitam de um cuidado ainda mais especial na alimentação

Vacas prenhes ou paridas necessitam de um cuidado ainda mais especial na alimentação. Para garantir um pasto nutritivo aos animais, o pecuarista Rogério Santana, de Itumbiara, Goiás, resolveu molhar a terra todos os dias através de um pivô central que joga 30 metros cúbicos de água por hora sobre o capim.
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Independentemente da estação do ano, as vacas nelore P.O. criadas na fazenda de Santana têm pasto verdinho todos os dias. O sistema foi implantado há três anos. O pecuarista aproveitou um pivô usado que tinha na propriedade, o que barateou o projeto. Mas na implantação, cada hectare custou em torno de R$ 5 mil. O capim escolhido foi o tífton, porque, de acordo com o pecuarista, é um dos mais indicados para áreas irrigadas e que se adapta bem em baixas altitudes.
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Claro que para manter o capim com qualidade, não basta apenas água. A adubação tem que ser periódica e o manejo rigoroso. Por fertirrigação, são aplicados 100 quilos de ureia por hectare no verão e 150 quilos no inverno. Com 25 centímetros é hora de entrar com o gado, e com 12, hora de sair. As vacas ficam de dois a três dias em cada um dos 12 piquetes dessa área. Outro cuidado é com a infestação de pragas.

Toda essa operação tem um custo alto. Por cabeça custa entre R$ 25,00 e R$ 30,00, por mês. Só de energia elétrica são R$ 2,5 mil. Valor que cai bastante com a chegada da chuva. No verão, os pivôs ficam de “sobreaviso”. E só voltam a trabalhar em caso de veranico.

Além desses piquetes a fazenda tem outras duas áreas irrigadas. Somando 124 hectares. Todos plantados com tífton. Na estiagem, a área total alimenta 750 vacas, já no verão, com pancadas de chuvas, mais luminosidade, e com os pivôs na retaguarda, a capacidade aumenta para 1,2 mil animais.

Com essa taxa de lotação e com vacas e bezerros bem alimentados, Santana vê o custo como vantagem nutricional para o gado.
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CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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