Pimenta da Amazônia poderá ser usada no combate ao inseto transmissor do greening

Pimenta-de-macaco é rica em dilapiol, composto que se mostrou eficiente no controle de pragas na Índia, na Europa e nos Estados Unidos

Fundacitrus/Divulgação

Foto: Fundacitrus/Divulgação

Por se tratar de um composto natural, o óleo da pimenta tem impacto menor no meio ambiente

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e a Embrapa Agroflorestal do Acre testarão a utilização de um óleo extraído da pimenta-de-macaco como inseticida natural para o controle do inseto transmissor do greening, o Diaphorina citri.
A pimenta-de-macaco, que é encontrada no Acre e sul do Amazonas, é rica em dilapiol, composto que se mostrou eficiente no controle de pragas na Índia, na Europa e nos Estados Unidos. O dilapiol inibe uma enzima P450, que é desintoxicante, e faz com que o inseto se intoxique com o próprio alimento, no caso a seiva da laranja, provocando a sua morte de uma maneira não agressiva ao meio ambiente.
– O dilapiol interfere no metabolismo do psilídeo, inibindo sua capacidade de se desintoxicar e realizando assim um controle natural. O composto altera a guerra química entre a planta e o inseto, favorecendo o vegetal que está sendo atacado – explica o pesquisador da Embrapa Murilo Fazolin.
O óleo de pimenta-de-macaco pode ser utilizado como inseticida ou em conjunto com os defensivos convencionais para aumentar a sua eficiência, podendo reduzir em até 25% a dose comercial recomendada.
Os estudos realizados pelos pesquisadores da Embrapa Acre há pelo menos duas décadas já demonstraram a eficácia do óleo no controle de pragas de culturas como abacaxi, feijão, milho e café. Agora, Embrapa e Fundecitrus irão testar se o produto também é eficiente no controle do psilídeo.
Por se tratar de um composto natural, o óleo da pimenta tem impacto menor no meio ambiente. A pesquisa segue uma das diretrizes do Fundecitrus que é de buscar opções mais sustentáveis para o cultivo de citrus.
Doença

Surgido na Ásia há mais de cem anos, o HLB foi identificado no Brasil em 2004, nas regiões Centro e Leste do Estado de São Paulo. Hoje, está presente em todas as regiões citrícolas de São Paulo e pomares de Minas Gerais e Paraná.
A bactéria multiplica-se e é levada por meio do fluxo da seiva para toda a planta. Quando há sintomas na extremidade dos galhos, ela pode ficar alojada em vários pontos, inclusive na parte baixa do tronco e nas raízes, o que torna a poda inútil e perigosa. Além de não curar a planta, as brotações que surgem após a poda servem como fonte para novas infecções.
As árvores novas contaminadas pelo greening não chegam a produzir e as que produzem sofrem uma grande queda de frutos. Os pomares com alta incidência da doença devem ser totalmente eliminados porque praticamente todas as plantas, inclusive as sem sintomas, podem estar contaminadas.

RURALBR COM INFORMAÇÕES DO FUNDECITRUS

Fonte: Ruralbr

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