Pesquisadores de São Paulo desenvolvem sistema de produção de hortaliças de pequeno porte

Técnica conhecida como baby leaf é usada em países como Estados Unidos e Japão e chega aos poucos ao Brasil

Eduardo Ongaro

Foto: Eduardo Ongaro / Canal Rural

Sistema de produção está sendo desenvolvido no Brasil

Pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em São Paulo, estão desenvolvendo um sistema de produção dehortaliças de pequeno porte, o chamado baby leaf. A técnica é usada há algum tempo em países como Estados Unidos e Japão e aos poucos chega ao Brasil.
— Além do tamanho, que é reduzido, essas plantas são mais tenras, mais macias para o consumidor. Os chefs de restaurantes, os gourmets, utilizam essas folhas em diversos tipos de pratos e isso tem atraído o consumidor no aspecto visual e tem um fator importante: criança. Elas tem uma simpatia por produtos de tamanho reduzido e esse pode ser um meio de incentivar o consumo das crianças — afirma Luis Felipe Purquerio, pesquisador do IAC.
Purquerio coordena no IAC o trabalho que tenta desenvolver o baby leaf. Em outros países, as baby leafs são cultivadas direto no solo, mas para o brasil, o processo seria muito caro. A alternativa seria o uso de bandejas, com até três plantas em cada parte, e em cultivo protegido por estufas. Outro ponto estudado é o aproveitamento de insumos, como o chamado substrato, onde a hortaliça é semeada.
— Com o reaproveitamento desses insumos, e o substrato é um deles, nós teremos a redução desse custo de produção. Nós estamos pesquisando paralelamente a melhor fertilização para as diferentes espécies — diz Purquerio.
Além da alface, a pesquisa é feita com hortaliças como espinafre, agrião, rúcula e beterraba. Os pesquisadores estão analisando também a fase pós-colheita. Eles querem saber como as plantas se adaptam aos diferentes tipos de embalagens existentes no mercado e quanto tempo elas duram na casa do consumidor. Os pesquisadores afirmam que este sistema de produção já pode ser implantado no campo, só que em escala pequena. Uma produção de grande porte depende do desenvolvimento de uma máquina específica para agilizar a colheita.
De acordo com o pesquisador, o equipamento deve começar a ser desenvolvido ainda em 2012. Depois disso devem ser fechados os números do custo total de produção do baby leaf no Brasil. Purquerio acredita que a alternativa estudada pelo IAC pode ser economicamente viável, inclusive, para pequenos agricultores, que poderiam trabalhar com um produto de maior valor agregado em relação às hortaliças convencionais.
— É um produto de maior valor agregado pela praticidade e pela facilidade no consumo. Ele chega para o consumidor pronto para ser consumido. Nas grandes redes de supermercados, já é possível encontrar a baby leaf em espécies separadas e também na forma de mix de produtos. Nos saquinhos você vai ter folhas de alface, beterra e de rúcula — comenta o pesquisador.

Fonte: Ruralbr | Raphael Salomão | Campinas (SP) CANAL RURAL

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