PESQUISA E TECNOLOGIA – Uso de nanotecnologia promete ganho de até 30% em produtividade por hectare

Portfólio de moléculas para uso em fertilizantes, segundo a TNS Nano, que desenvolveu o produto, também registrou redução de 15% na incidência de ferrugem

A scale-up TNS Nano anunciou ter desenvolvido um portfólio de moléculas para uso em fertilizantes capaz de aumentar em 30% a produção por hectare das plantações. Os testes foram feitos em soja, frutas, legumes e verduras.

Elaborada à base de elementos naturais como íons e poliflavonóides, também presentes no vinho, a tecnologia também foi capaz, segundo a empresa, de reduzir em até 15% a proliferação da ferrugem provocada por fungos durante os testes em laboratório e no campo.

Aplicação de produto desenvolvido pela TNS Nano (Foto: TNS Nano/Divulgação)

Na foto, produto sendo aplicaado em lavoura. TNS Nano afirma que tecnologia reduz uso de agroquímicos convencionais (Foto: TNS Nano/Divulgação)

Utilizando apenas insumos naturais, a nanotecnologia como aditivo para fertilizantes, adubos líquidos e aplicações foliares fortalece as plantas sem apresentar resíduos ou toxicidade quando utilizada na concentração recomendada.

Dada a baixa concentração no uso, a característica biocida presente nos produtos promove a redução no uso dos agroquímicos convencionais, pois diminui as possibilidades de doenças e pragas na plantação.

"O objetivo é fortalecer as plantações e não brigar contra as pragas quando já estão instaladas", explica Tamires Naira, engenheira agrônoma da TNS Nano. "Estimulando os mecanismos de autoproteção, é possível afastar doenças e aumentar a produtividade."

A empresa também desenvolveu cápsulas de bactérias benéficas que combatem pragas presentes na lavoura, permitindo realizar misturas com agroquímicos e mais de um micro-organismo em aplicações para sementes ou foliares, além da aplicação em momentos do dia com maior incidência de raios UV, sem prejuízo no desempenho.

"Esta prática garante que a bactéria ali presente seja liberada apenas quando entra em contato com o sistema digestivo do inseto a ser combatido", explica Isabella Tripadalli, agrônoma da TNS Nano, empresa que está no mercado desde 2013 e tem clientes em 18 países.

Gabriel Nunes, diretor geral da companhia, observa ainda que os produtos não se direcionam a culturas específicas. "O volume maior de consumo e exportação de produtos agrícolas gera a necessidade de aumento na produtividade sem comprometimento da qualidade", observa.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte :GLOBO RURAL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *