Pesquisa e inovação como marcas do biocombustível

Um biocombustível forte precisa de pesquisa e inovação constantes. É o pensamento de entidades como a Embrapa Agroenergia, sediada em Brasília e cuja essência, em seu centro de pesquisas, está na produção de soluções desde estudos com a matéria-prima, processos de obtenção de materiais, até a qualidade do biodiesel na mistura com o diesel comum. Este último projeto contou com a participação de instituições como a ANP e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

"Durante a execução do pro jeto, a Agroenergia e a Ufrgs participaram ativamente do grupo de trabalho sobre contaminação microbiana em combustíveis, que deu origem à norma ABNT NbR 16732", afirma a pesquisadora do Laboratório de Química de Biomassa e Biocombustíveis da Embrapa Agroenergia, Itânia Pinheiro Soares. Em novembro de 2019, a Embrapa Agroenergia iniciou um curso online e gratuito, com 20 horas, sobre biodiesel, na plataforma e-Campo e na Escola Nacional de Governo. Até junho deste ano, houve 10.450 inscritos e 2.520 capacitados.

Desde a criação do centro, a entidade tem cerca de 30 projetos desenvolvidos relacionados à cadeia do setor, alguns já concluídos e outros em andamento, e mais de 200 publicações realizadas. "Temos projetos com a palma de óleo, do cultivo ao tratamento de resíduos da cadeia. Com a macaúba, há ações de pesquisas com sistema de produção agrícola, melhoramento genético, processamento do fruto, práticas pós-colheita e aproveitamento dos coprodutos; com a glicerina, está em execução um projeto para obtenção de bioprodutos", salienta ela.

Fonte: Jornal do Comércio

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