Pesquisa e extensão rural juntas na Expo

Objetivo da Embrapa e do Emater é levar apoio técnico mais intensivo aos agricultores

César Augusto/15-10-2010

A falta de terraceamento e de curvas de nível têm prejudicado a produção agrícola

Com a finalidade de levar a pesquisa e a extensão rural aos visitantes da ExpoLondrina, Emater e Embrapa Soja firmaram uma parceria que tem por objetivo apresentar as novas tecnologias voltadas para a agricultura e, ao mesmo tempo, mostrar ao produtor a forma correta de aplicá-las. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Divania de Lima, os trabalhos de apresentação e treinamento serão todos realizados na Vila Rural (Fazendinha).
  Segundo o coordenador regional de projetos do Emater, Ildefonso Haas, a união entre as duas entidades visa levar um apoio técnico mais intensivo aos estimados 10 mil agricultores que deverão passar pelo local durante os 10 dias de evento. Ao todo, incluindo o público rural e urbano, são esperados cerca de 200 mil visitantes na Vila Rural.
  Divania afirma que nas edições anteriores, os especialistas da Embrapa perceberam uma grande necessidade de um trabalho de extensão. ‘‘Por isso, resolvemos fazer essa parceria’’, acrescenta. Neste ano, as duas instituições escolheram o tema manejo integrado de pragas, que de acordo com as instituições, ainda tem gerado muitas dúvidas.
  A pesquisadora da Embrapa explica que o objetivo é mostrar ao produtor a forma correta de fazer o controle de pragas sem prejudicar a produção e o meio ambiente. A assistência técnica, acrescenta a pesquisadora, vai desde a preparação do solo, passando pelos tratos culturais até a colheita.‘‘Vamos mostrar novas culturas resistentes, a dose adequada de aplicação de defensivos e o correto manejo do solo’’, sublinha.
  Também será tema de discussão as perdas na colheita. Divania exemplifica que durante a colheita uma máquina mal regulada, uma velocidade imcompatível com a do pente e uma falta de preparo do operador são fatores que elevam os índices de perdas. ‘‘A Embrapa demonstrará as vantagens do copo medidor, instrumento criado pela entidade para medir a quantidade de grãos colhidos por área’’. Hoje, de acordo com dados fornecidos pela Embrapa, a perda tolerável durante a colheita da soja, por exemplo, fica entre 0,7 e 1 saca por hectare.
Plantio direto
  Este ano, o Emater vai destacar o sistema de plantio direto. Recente estudo realizado pelo órgão aponta que a manutenção do sistema no Paraná está cada vez pior. De acordo com o coordenador regional de projetos da entidade, Ildefonso Haas, a técnica não está sendo bem aplicada, principalmente porque os produtores não têm feito rotação de cultura. Outra deficiência, aponta Haas, é a não realização do terraceamento e também das curvas de nível. De acordo com o Emater, oito municípios da região do basalto de Londrina estão com os seus terraços degradados.
  ‘‘Nosso trabalho na exposição será o de orientar esses produtores a fazerem um manejo adequado’’. No caso da cobertura da palha no solo, Haas explica que o produtor sempre deve rotacionar com culturas tipicamente de inverno como a aveia, braquiária e canola. Haas observa que o solo paranaense está carente de matéria orgânica. ‘‘Usaremos a Fazendinha para mostrar e conscientizar o agricultor de que a rotação é fundamental para a agricultura’’.

Ricardo Maia
Reportagem Local

Fonte: folhaweb

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