EXPOINTER: Perto de uma nova era

Os portões da 36 Expointer abrem-se neste sábado com a perspectiva de um novo ciclo a partir de 2014. À espera de que a Assembleia Legislativa aprove o projeto que permitirá remodelar relacionamentos econômicos de décadas e atrair novos investidores, Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Federação das Associações de Raças (Febrac) e Estado acreditam que nunca se esteve tão perto de uma nova era no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Apostam na releitura do espaço e no futuro de modernização e melhor aproveitamento das instalações durante o ano. Já as duas principais federações de agricultores no Estado, Farsul e Fetag, estão céticas e apontam riscos e discordâncias. O fato de o próximo ano ser eleitoral reforça as reservas ao megaprojeto. Tentativas similares de formação de parcerias público-privadas para gerir o Assis Brasil fizeram água nas gestões de Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB). Ironicamente, Tarso Genro pode entrar para a história como o governador que deu o primeiro passo concreto neste sentido.

Apesar da polêmica, governo e parceiros acreditam ser possível fazer muita coisa já no ano que vem. Neste momento, a conta dos investimentos no parque é de R$ 65 milhões e há negociação de outros R$ 30 milhões com o governo federal para um polo educacional. Dentre os novos interessados estão Ufrgs, Unisinos e a rede de hotéis espanhola Ibis. Pelo projeto original, a estimativa do Estado é de R$ 400 milhões para a revitalização até 2020. Se tudo der certo, será a terceira grande revolução da Expointer. A feira, que até 1988 era exclusivamente exposição agropecuária, teve naquele ano a chegada das máquinas e implementos agrícolas, hoje líderes de negócios. A segunda onda veio em 1999, quando a agricultura familiar desembarcou como promotora, dividindo protagonismo com os grandes produtores rurais.

A Expointer larga com expectativa de recorde de vendas de animais, produtos da agricultura familiar, máquinas e implementos e público estimado em meio milhão de pessoas até 1 de setembro. Os organizadores pretendem romper a barreira de R$ 2,5 bilhões. Crédito sobra. O sistema financeiro colocou R$ 1,95 bilhão à disposição para sustentar os negócios. O campo atravessa bom momento após a safra abundante e preços de commodities e lácteos firmes, cenário que garante boa rentabilidade. Pelo menos três ministros estão confirmados. A presença da presidente Dilma Rousseff é incógnita.

Fonte: Correio do Povo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *