Pequeno agricultor espera por anúncio

 Pepe Vargas<br /><b>Crédito: </b>  CARLA RUAS / cp memória

Pepe Vargas
Crédito: CARLA RUAS / cp memória

Representantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do Movimento Sem-Terra (MST), da Fetraf-Sul e da Fetag/RS estão confiantes no encontro que terão hoje, às 11h, com o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. Há 15 dias, o dirigente prometeu soluções às reivindicações emergenciais para amenizar o impacto da seca em propriedades familiares e assentamentos nos municípios que decretaram situação de emergência. O coordenador do MPA, Plínio Simas, não acredita que o ministro chamaria todos a Brasília se não fosse para anunciar medidas. "A expectativa é positiva, não se sabe é a profundidade da proposta."
Dentre as medidas que os movimentos sociais consideram indispensáveis neste momento está a garantia de R$ 50 milhões do governo federal que, somados aos R$ 45 milhões de contrapartida do Estado, permitiriam conceder Bolsa-Estiagem de R$ 750,00 em parcela única e a fundo perdido para 124 mil famílias que não possuem financiamento ou têm renda de até R$ 18 mil.
Outra reivindicação que as lideranças esperam que esteja no anúncio de hoje é a criação de uma linha de crédito de R$ 10 mil com três anos de carência e sete para pagamento para quem tomou crédito pelo Pronaf. Já medidas estruturantes, como um plano para irrigação e o endividamento, seguem em análise por mais 30 dias.
Ontem à tarde, o presidente da Fetag, Elton Weber, conversou por telefone com Pepe, que garantiu que irá apresentar resposta aos pleitos encaminhados. Após o encontro com o ministro, o dirigente fará contato com deputados para verificar os ajustes que o Novo Código Florestal vem sofrendo na relatoria da Câmara. "É melhor se inteirar das alterações antes e não na hora da votação", avaliou. A expectativa é que o texto seja votado dia 24. Uma das sugestões que será levada pela Fetag aos parlamentares é o estabelecimento de uma faixa intermediária relacionada a rios. Pelo texto atual, rios com até dez metros de largura têm de respeitar 15 metros de áreas de preservação ou mata ciliar de cada lado em áreas já em uso. A proposta é que riachos com até cinco metros tenham que preservar 7,5 metros de cada lado em áreas consolidadas. Ainda querem que a regra no texto atual valha para rios entre cinco e dez metros.

Fonte: Correio do Povo

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