Pepe assume sob protesto do campo

Em Livramento, manifestantes realizaram ato em frente ao Banrisul Crédito: DANIEL BADRA / ESPECIAL / CP

Em Livramento, manifestantes realizaram ato em frente ao Banrisul
Crédito: DANIEL BADRA / ESPECIAL / CP

O futuro ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, será empossado hoje em um momento de insatisfação de produtores rurais com as medidas adotadas para amenizar os efeitos da seca. Lideranças da agricultura familiar irão acompanhar a cerimônia em Brasília e tentar agendar reunião para cobrar ações eficazes. Caso não consigam encaminhar os pleitos, Fetag e Fetraf-Sul prometem manter a mobilização prevista para o fim do mês, que deve reunir pelo menos 6 mil pessoas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ontem, Via Campesina, MST e MPA já deram largada nos protestos no Estado. Bagé, Pinheiro Machado, Júlio de Castilhos, Livramento, São Luiz Gonzaga e São Francisco de Assis foram palco de manifestações contra o endividamento e pela falta de apoio contra a seca. Em Porto Alegre, 300 pessoas ocuparam a Superintendência do Banco do Brasil. Apesar do cenário, o nome do ex-prefeito de Caxias do Sul é sinônimo de esperança. O presidente da Fetag, Elton Weber, destaca que o futuro ministro conhece bem o setor. O coordenador da Fetraf Celso Ludwig concorda: "Ele sabe da situação".
Vargas disse que sua missão no comando da Pasta será a de "ampliar a renda do agricultor familiar e incluir produtiva e socialmente os pobres do campo". Para isso, o primeiro passo será aprimorar os instrumentos já existentes. "É uma missão que tem uma dimensão social, mas, acima de tudo, econômica, cujo objetivo é produzir trabalho e renda, e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país", ressaltou.
Ele ainda admitiu a necessidade de enfrentar o tema da estiagem, com a união de esforços dos ministérios da Agricultura, Integração Nacional e Casa Civil. "Em algumas regiões do país, onde a seca é quase que uma constante, isso deixou de ser só questão emergencial."
As reivindicações dos pequenos
– Adequação do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Os movimentos sociais do campo consideram o seguro que cobre até 100% do financiamento e 65% da renda estimada, limitada a R$ 3,5 mil por produtor, muito aquém das reais necessidades dos agricultores;
– Plano federal de irrigação;
– Bolsa-estiagem de um salário mínimo por mês durante seis meses por família;
– Prorrogação de dívidas para o final do contrato e não para 31 de julho, conforme as resoluções aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: Correio do Povo

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