Pecuaristas trocam pastagens por lavouras de cana no interior de SP

Arrendamento de áreas para usinas tem crescido nos últimos anos.
Produtores apostam na garantia de renda certa no fim do mês.

Do Globo Rural

A paixão pela pecuária é de família, mas Daniel Martins Filho confessa: está cada vez mais difícil trabalhar com o segmento.

Na propriedade em Tarabai, ele mantém 900 das 1,6 mil cabeças que já teve. O rebanho diminiu porque há três anos o produtor arrendou parte da propriedade para uma usina de açúcar e álcool por um período de 15 anos.

Segundo Daniel, hoje o rendimento da fazenda é cerca de 25% maior do que na época em que a pecuária reinava.

Em outra propriedade em Estrela do Norte, há um ano e meio, a cana-de-açúcar mudou o cenário antes dominado por bois. O arrendamento também foi feito por uma usina e restaram apenas 30 cabeças de gado na propriedade de Roberto Cortez.

Os gastos com insumos, alimentação, vacinas e mão de obra acabaram. Antes o pecuarista precisava de dois funcionários para cuidar do rebanho, hoje não tem nenhum. Além disso, com a terra arrendada, o produtor tem dinheiro garantido. "É mais rentável e dá menos dor de cabeça", conta.

Com a cotação do boi abaixo de R$ 100 a arroba, os pecuaistas têm investido cada vez mais em outras culturas, o que faz com que o rebanho da região diminua. Já a área plantada com cana, no oeste de São Paulo, aumentou 30% de 2010 até agora.

Fonte: G1

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