PECUARISTAS RECLAMAM DE NORMATIVA DO MAPA

Onze dias após o Ministério da Agricultura proibir por meio da instrução normativa 13 a fabricação, a comercialização, a importação e o uso das chamadas avermectinas de longa ação – vermífugos para bovinos, usados em larga escala por criadores -, pecuaristas reclamam da falta de informação e diálogo. A normativa suspendeu ainda os registros de produtos com essas características até que o ministério gere um protocolo científico. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal indicam que as avermectinas movimentam ao redor de R$ 500 milhões por ano.

Em 2011, casos de resíduos de ivermectina acima do permitido levaram os Estados Unidos a bloquear a importação de carne processada brasileira por sete meses. Ao condenar a normativa, a diretoria da Associação de Criadores de Nelore no Brasil levanta três interrogações: o que os produtores devem fazer com o que já compraram, se eles podem vender ou exportar os animais tratados com avermectinas L.A e que produtos serão indicados para substituí-las.

No Estado, a desinformação é a mesma. O presidente do Conselho Técnico Operacional do Fundesa, Carlos Simm, diz que ficou sabendo pelos laboratórios que não haveria mais venda, mas, em seu entendimento, o estoque em casa poderia ser usado. ‘Acho que está proibida a comercialização, quem tem o produto talvez possa usar, não é?’ O pecuarista criticou a abrangência da medida. ‘É um produto eficiente, especialmente em animais de reprodução. A proibição deveria valer só para animais em terminação para abate.’ O diretor de Sanidade Animal do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião da Costa Guedes, criticou a rapidez com que o governo tomou a medida, embora fontes do setor digam que a suspensão era discutida desde o ano passado, quando um grupo de trabalho foi criado pelo ministério para tratar da questão.

Fonte: Correio do Povo

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