PCA TEM INCREMENTO DE 33% EM UM ANO

Em um ano de operação, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Ministério da Agricultura (Mapa), resultou em crescimento de 33% na venda de sistemas de armazenagem. Os dados são da Kepler Weber, empresa líder em silos e secadores de grãos. ‘O governo supriu a demanda do setor e isso funcionou’, avalia o superintendente comercial da empresa, João Tadeu Vino. Os pedidos passaram de 750 na safra 2012/2013 para mil no período entre julho de 2013 e maio deste ano. O incremento da demanda não chegou a interferir na entrega dos equipamentos, pois supriu a ociosidade existente.

O perfil do agricultor que está investindo em armazéns é variado, indo desde o pequeno produtor, que compra um secador pequeno e dois silos, até grandes cooperativas. Vino destaca que, com o Plano Nacional de Armazenagem, a principal mudança foi a possibilidade de financiar a obra como um todo, incluindo a mão de obra, e não apenas do silo ou secador.

No Plano Agrícola 2013/14, o governo disponibilizou R$ 5 bilhões para armazenagem a juros de 3,5% ao ano, com 15 anos para pagar. O Banco do Brasil informou que no RS, entre julho de 2013 e abril de 2014 foram liberados R$ 70 milhões. A expectativa é que mais R$ 100 milhões estejam disponíveis até o fim deste mês. Para a safra 2014/15, o Mapa terá mesmo prazo e valor em recursos. A taxa de juros passou para 4% ao ano.

A mudança não agradou o coordenador das Comissões de Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues. ‘Especialmente pela grande necessidade de resolver a questão logística’, disse, lamentando o aumento. Ele destacou o incentivo ao aumento da capacidade de armazenagem, com menor taxa de juro, facilitaria o escoamento da produção. Rodrigues teme que o maior custo de financiamento prejudique o crescimento dos armazéns privados.

Fonte: Correio do Povo

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