PAVILHÕES PODEM SER DEMOLIDOS

Governo admite que temporal avariou estruturas do parque Assis Brasil e que é preciso remodelação urgente em Esteio

O ciclone extratropical que atingiu o Estado no final de outubro abalou as estruturas dos pavilhões do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A revelação foi feita pelo secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, ontem no Tá na Mesa, na Federasul. ‘Provavelmente iremos demolir e fazer novos’, sinalizou. Segundo o diretor do parque, Telmo Motta, na próxima segunda, será entregue levantamento com a avaliação do impacto e orçamento para demolir e fazer novas estruturas. ‘Os pavilhões já tinham comprometimento de ferrugem e com o vendaval as estruturas ficaram comprometidas’, frisou Mainardi.

O estudo deve apontar custos de estruturas metálicas e pré-moldadas. Também deve ser feita previsão de gasto para fechar e climatizar os pavilhões Internacional e do Artesanato. Para as obras, deve ser destinada parte dos R$ 18,4 milhões já aportados do BNDES para o Assis Brasil. ‘Isso é uma necessidade emergencial porque, em seis meses, teremos a Fenasul e, na sequência, a Expointer’, preocupa-se Motta. Também está no jurídico da Seapa o processo de rompimento de contrato com a Tarefa Construções, empresa contratada em 2009 para recuperação e troca de platibandas. Motta alega que foi constatado problema na execução e que um dos cinco pavilhões não recebeu o serviço. O proprietário da Tarefa, Sérgio Quintian, afirma que o alerta sobre as condições precárias dos pavilhões foi feito pela empresa à Seapa há um ano. ‘Constatamos que o serviço licitado não era o que deveria ser executado. Fizemos um aditivo para recuperar toda a estrutura, que é um problema sério, mas a secretaria nunca deu uma resposta’, reclama o engenheiro, que diz não ter recebido pela obra, paralisada, segundo ele, a pedido da Pasta para a realização da Expointer.

Mainardi disse que o governo não tem mais pressa na formatação da estatal que irá gerir o Assis Brasil. Durante o anuncio da remodelação, em agosto, o governo projetou enviar o projeto em setembro à Assembleia. ‘Percebemos que as obras essenciais estão sendo feitas, e que a criação dessa empresa tem que ser aprovada por unanimidade. Não pode haver questionamentos.’ Um grupo de trabalho está elaborando o modelo legal e financeiro da empresa. A estatal terá um conselho administrativo composto pelos parceiros da Expointer. ‘Precisamos ter certeza de que será gerada receita que cubra o custo da empresa e permita investimentos.’

O presidente da consultoria M.Stortti, Maurênio Stortti, disse que já foram feitas reuniões com a Secretaria da Fazenda e o Banrisul para determinar a formatação de um fundo de investimentos que tenha receitas alternativas oriundas da concessão e outorga de espaços. A previsão de conclusão da nova estrutura do parque é de oito anos, com investimento estimado em R$ 440 milhões pela iniciativa privada em áreas de concessão em oito dos 139 hectares do parque. Nessa área, há ocupações irregulares em processo de desocupação judicial. No período, o Estado deve investir até 140 milhões. Dentre as mudanças, estão previstas ampliações de vias e deslocamento de sedes de entidades e associações. Deste montante, até o final de 2013, serão aplicados R$ 25 milhões. No pacote, estão obras na estrutura atual do parque, que serão licitadas até o final do ano, como ampliação do camping, cercamento e arquibancadas para a pista de equinos, estimada em R$ 4 milhões. Da área nova, o que pode ser definido até o final do ano é se o parque abrigará o centro de eventos projetado por Oscar Niemeyer. ‘O Estado recebeu essa demanda. E como já prevíamos um centro, colocamos a área à disposição, mas é o governador que irá definir’, destacou Mainardi.

Fonte: Correio do Povo

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