Países Baixos ganham espaço na salada brasileira

Para driblar a falta de cebola brasileira em 2015, os distribuidores de hortifrútis importaram o maior volume da olerícola ao menos desde 1997, sobretudo da Europa, já que a produção da Argentina também sofreu com o excesso de chuvas. Foram importadas 270,3 mil toneladas de cebola fresca ou refrigerada, 80% acima das 150,6 mil de 2014. Em valor, a alta foi ainda maior, de 123%, saindo de US$ 40,4 milhões em 2014 para US$ 90,3 milhões em 2015, conforme dados levantados pelo Valor a partir do sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura.

O aumento das importações foi um dos motivos para a disparada dos preços do produto no mercado interno, já que ocorreram em um momento de alta do dólar.

Os argentinos exportaram menos cebola ao Brasil em 2015 porque a quebra de safra no país sustentou os preços domésticos do produto e tornou o mercado interno mais atrativo, segundo Douglas Silveira, agrônomo da Coopacer, associada ao Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort).

Os Países Baixos ultrapassaram a Argentina e assumiram a dianteira do fornecimento de cebola ao Brasil em 2015, com 125,8 mil toneladas exportadas, o equivalente a 47% do produto importado pelo país. Em 2014, holandeses e belgas haviam fornecido apenas 10% de toda a cebola importada pelo Brasil no ano.

Outro destaque foi a Espanha, que exportou 46,2 mil toneladas do produto e garantiu participação de 17% nas importações nacionais, contra apenas 7% no ano anterior. Os espanhóis, porém, não conseguiram superar a marca dos argentinos, que venderam ao Brasil 79,2 mil toneladas de cebola e ficaram com fatia de 29% das importações do Brasil – tinham 82% em 2014.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo
Fonte : Valor

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