País tem situação privilegiada na oferta de milho

O Brasil transformou-se em um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo e essa transformação se deve a uma combinação de apoio do governo, da pesquisa e do empreendedorismo dos produtores. O que melhor espelha essa transformação na agricultura brasileira é a sucessiva quebra de recordes nas exportações e no saldo da balança agropecuária do País. Entre julho de 2011 e junho de 2012, o Brasil exportou US$ 96,6 bilhões de produtores originados do agronegócio. Isso gerou um superávit no setor de 79,5 bilhões de dólares. Esses números, aliados ao pleno abastecimento, nos coloca numa situação positiva para enfrentar a atual seca que atinge o Meio Oeste dos Estados Unidos.
A produção estimada de soja pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 66,37 milhões de toneladas (t). Houve um plantio recorde da oleaginosa e, não tivesse a quebra no Sul do País, seguramente a colheita atingiria um volume próximo a 78 milhões (t). Na de milho, o País está colhendo uma safra recorde, perto de 70 milhões de toneladas, para um consumo médio de 50 milhões.
Assim, do total produzido, 12 milhões (t) são exportados. Ainda que as vendas externas cheguem a esse patamar, o Brasil terá estoque de passagem de 13,1 milhões de toneladas de milho no final deste ano. É o maior e mais confortável estoque da história. Portanto, não existe problema de abastecimento de milho no país. O Brasil vive uma situação privilegiada pela elevada estocagem que dispõe do produto. A alta recente do preço se deve a problemas de mercado, uma vez que os valores, hoje, estão internacionalizados. Atento a esse cenário e aproveitando os estoques de milho disponíveis, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está estruturando ação estratégica frente às dificuldades no deslocamento do milho das regiões produtoras para as deficitárias. Precisamos trabalhar com aquisições, instrumentos que permitam menos deslocamento de produto, com menor impacto no frete.
Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: Jornal do Comércio | Caio Rocha

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