País deve ter excedente recorde do grão

Desestimulados pelos preços mais baixos, os agricultores devem reduzir em 3,03% a área plantada com milho na safra 2013/14, que começou oficialmente em julho, segundo a consultoria FCStone. A expectativa é que a colheita caia na mesma proporção, a 78,86 milhões de toneladas.

O tamanho da próxima safra ainda depende das oscilações do mercado até o fim do ano, uma vez que os produtores de Mato Grosso só começam a plantar o milho após a colheita da soja, a partir de janeiro.

Mas, se a previsão se confirmar, o país terá de lidar com estoques da ordem de 24,8 milhões de toneladas ao fim da temporada, aumento de 36% em relação ao volume remanescente da safra 2012/13 (18,16 milhões de toneladas) e de 321% sobre os restos de 2011/12 (5,87 milhões).

Com isso, o montante total de milho disponível na safra 2013/14 pode chegar a 96,77 milhões de toneladas, ante uma demanda total (mercado interno mais exportações) de apenas 72 milhões de toneladas.

Caso esse cenário se confirme, a relação entre estoque e consumo – que foi de 7,9% em 2011/12 e de 26,1% em 2012/13 – pode chegar a 34,4% nesta temporada. "O mercado interno não consegue absorver todo esse milho", afirma Glauco Monte, analista da FCStone. Segundo a consultoria, o uso de milho para a produção de etanol seria uma alternativa para fazer frente a um cenário de superoferta. "Os projetos nesta área ainda estão em uma fase incipiente, mas os preços mais baixos e a grande oferta do cereal podem ser um incentivo ao desenvolvimento dessa alternativa", diz em relatório. (GFJ)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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