Paranaense Pilão Amidos reestrutura gestão

A paranaense Pilão Amidos, uma das empresas nacionais que competem com multinacionais como Bunge e Cargill nesse mercado no Brasil, deflagrou há pouco mais de um mês um processo de reestruturação de sua gestão, que agora está a cargo da Corporate Consulting. A intenção é injetar capital de giro na companhia por meio de empréstimos bancários e aporte de fundos de investimento para restabelecer margens e realinhar o passivo.

O endividamento da empresa familiar, que fatura cerca de R$ 100 milhões por ano, é de R$ 49 milhões. De acordo com Luis Alberto de Paiva, sócio-proprietário da Corporate Consulting, as dívidas da Pilão aumentaram em meio à transferência do comando para Nilton Sergio Jacobsen Filho, filho do antigo presidente, que faleceu no ano passado.

A consultoria foi contratada para um projeto de três anos, mas esse prazo pode ser reduzido. Sua equipe assumiu as posições executivas da empresa e toda a gestão financeira. Como lembra Paiva, gestores interinos vêm sendo cada vez mais demandados por empresas nas chamadas "operações de turnaround". "Normalmente, 60% dos casos são solucionados em até um ano e o restante em até dois anos".

De acordo com Paiva, a Pilão vem apresentando prejuízos nos últimos anos em parte por causa de investimentos mal alocados na aquisição de máquinas e equipamentos. Mas ele acredita que não será necessário pedir recuperação judicial, porque as dívidas são "administráveis". E o capital necessário para o giro inicial da operação é de R$ 5 milhões.

Jacobsen Filho, por sua vez, disse que as perspectivas da Pilão Amidos para este ano são boas, em virtude da tendência de queda nos preços das principais matérias-primas para os produtos da companhia: milho e mandioca.

Jacobsen Filho afirma que a empresa ainda não tem um conselho de administração formado, mas que, com a contratação da Corporate Consulting, a administração passará de familiar a profissional e haverá um conselho de administração formado com sócios que hoje estão ligados diretamente aos processos da empresa. "Só teremos a ganhar, crescer e organizar a empresa. Vamos trazer profissionais qualificados", afirmou ele.

Com sede em Guaíra, no oeste do Paraná, a Pilão tem cinco fábricas, localizadas no Estado e também em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Paraguai.

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Fonte: Valor | Carine Ferreira | De São Paulo

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