Para federação, texto prejudica agricultura familiar

Fonte: JORNAL DO SENADO-DF

Ao afirmar que "os senadores têm nas mãos o destino da AGRICULTURA FAMILIAR", a coordenadora do Meio Ambiente da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na AGRICULTURA FAMILIAR (Fetraf), Maria da Graça Amorim, afirmou na audiência pública que o texto do Código Florestal que veio da Câmara dos Deputados é prejudicial ao setor.

– Vocês têm de escutar o povo e não votar o novo código aos trambolhões, como aconteceu na Câmara – declarou.

Para Maria da Graça, "embora necessite de atualizações, o atual Código Florestal não é responsável pelas dificuldades enfrentadas pela população do campo". Na sua avalição, "faltou ao Estado brasileiro uma política mais enérgica de cumprimento da lei".

Depois de afirmar que a Fetraf é contra a anistia a quem desmatou, ela salientou que alguns dos grandes produtores rurais brasileiros "estão envolvidos não apenas com desmatamento, mas também com assassinatos de lideranças do campo e com trabalho escravo".

– Para que tanta ganância com o meio ambiente? A conta é cobrada de todos. Uns poucos desmatam, mas todos pagam por isso – disse a coordenadora da Fetraf, afirmando que a maior incidência de enchentes pelo Brasil é um sinal de que o desrespeito ao meio ambiente acaba por prejudicar a todos.

De acordo com Maria da Graça, a AGRICULTURA FAMILIAR e a agricultura camponesa são responsáveis pela produção da maior parte dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros.

Assessor técnico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Justus de Brito afirmou que a proposta aprovada pelos deputados "não atende a todos os anseios" dos representados pela entidade.

– Atualmente, o produtor rural é visto como delinquente ambiental – disse.

Rodrigo Justus de Brito defendeu que o Congresso Nacional precisa criar uma legislação clara e objetiva, que não dependa de inúmeros decretos do Poder Executivo para poder fazer efeito. O representante da CNA também pediu mais investimentos públicos em ciência e tecnologia e em assistência técnica e extensão rural.

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