Para evitar apagão logístico MT terá que triplicar capacidade de armazéns até 2028

Os números atuais já são conhecidos… e alarmam! O estado que produz mais de 60 milhões de toneladas entre soja e milho, consegue abrigar em torno de 64% do que colhe. Muito menos que o recomendado pela FAO, que reforça a importância de que a capacidade estática de estocagem fosse de 120%, ou seja, 20% acima do volume total produzido.

Só que o problema que já é grande hoje, pode ficar ainda maior no futuro. A expectativa é de que a produção de soja e milho em Mato Grosso ultrapasse a marca de 102 milhões de toneladas já em 2028, segundo o Imea. Isso significa que, para não deixar os grãos expostos a céu aberto, a infraestrutura de armazenagem terá que acompanhar este avanço… e no mesmo ritmo!

Traduzindo em números – e seguindo o mesmo raciocínio da FAO – a capacidade estática instalada no estado terá que triplicar em uma década, saltando dos atuais 36,4 milhões, para nada menos que 122,4 milhões de toneladas.

Para Edeon Ferreira, que é diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, a atual infraestrutura de armazenagem ainda é o “calcanhar de Aquiles” da agricultura mato-grossense. A preocupação maior, explica, é com a safra de milho que tem comercialização e escoamento mais lentos que o da soja. Sem espaço suficiente, o produtor busca soluções alternativas (como os silobolsas) ou fica pressionado a negociar os grãos, perdendo a possibilidade de segurá-los até as épocas em que a remuneração fica mais atrativa.

Publicado por: luizpatroni

Fonte : Canal Rural

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