Para Embraer, venda de avião agrícola tende a se recuperar

Após amargar forte queda nas vendas de aviões agrícolas, usados na aplicação de defensivos nas lavouras, neste ano, em virtude das turbulências político-econômicas e da queda da confiança dos produtores rurais para realizar investimentos, a Embraer confia na boa aceitação pelo mercado do novo modelo Ipanema 203 para voltar a crescer no segmento em 2016.

Depois de vender, em média, 50 aeronaves Ipanema 202 por ano de 2010 a 2014, a Embraer deverá encerrar 2015 com a comercialização de cerca de 20 unidades – 14 do modelo 202 e seis do novo 203, lançado neste ano. Além da crise e da menor confiança dos agricultores, também pesou para essa queda a forte alta do dólar em relação ao real, já que alguns componentes dos aviões são importados.

Conforme a Embraer, o novo modelo está sendo vendido por cerca de R$ 1,6 milhão, de 15% a 20% mais que o 202. Os negócios podem ser feitos com financiamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, com juros de 7,5% ao ano. Por meio do PSI, os produtores podem financiar ao menos 70% do valor.

Como lembrou Alexandre Solis, diretor da unidade da Embraer em Botucatu (SP), o Ipanema foi desenvolvido em 1970, e o modelo lançado este ano é sua sexta versão. No total, foram vendidas quase 1,4 mil aeronaves Ipanema nesses 45 anos, o que confere à Embraer uma fatia de 60% nesse mercado. Atualmente, cerca de 80% das unidades vendidas são movidas a etanol.

Por Fernando Lopes | De São Paulo
Fonte : Valor

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