Pacote federal de combate à seca prevê renegociação de dívidas de produtores sem seguro agrícola

Anúncio do pacote, previsto para acontecer no Rio Grande do Sul nesta sexta, dia 13, pode ser feito ainda nesta quinta, dia 12, em Brasília

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, garantiu nessa quinta, dia 11, a renegociação das dívidas dos produtores rurais sem seguro agrícola atingidos pela estiagem. O benefício incluído no pacote federal de combate à seca vai cobrir os débitos junto aos bancos, cooperativas e fornecedores de insumos desta safra.

Os valores serão fechados com a equipe econômica nesta quinta, dia 12. Somente a linha de financiamento que será aberta junto ao BNDES para cobrir as pendências com as cooperativas representa um total de R$ 200 milhões. Os recursos desta operação são oriundos do programa federal Prodecoop, que estimula a produção agrícola via cooperativas. Já as dívidas de custeio e investimento das lavouras de milho, soja e feijão serão prorrogadas até 31 de julho, incluindo as parcelas negociadas em anos anteriores.

Se depender da Fazenda, a solução para os débitos assumidos pelos agricultores com fornecedores de sementes e adubos será disponibilizada somente em fevereiro.

Socorro pode custar em torno de R$ 1 bilhão

Assessores da Agricultura insistem na cobertura integral do endividamento de curto prazo. O socorro federal pode custar até R$ 1 bilhão.

– Queremos dar tranquilidade aos produtores rurais. Eles têm de ser ajudados para tocarem a lavoura. Nós vamos estar ao lado do governo dos Estados ajudando nestas situações que o produtor é atingido – afirmou o ministro da Agricultura.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, também tentou tranqüilizar os agricultores.

– O governo vai suprir as suas demandas e vai lhes atender naquilo que é fundamental para garantir a estabilidade econômica da sua produção e a continuidade da produção na próxima safra – disse Florence.

As ações federais antisseca foram programadas para serem anunciadas nesta sexta, dia 13, no Rio Grande do Sul. O ministro da Agricultura, porém, pretende anunciar as medidas ainda nesta quinta, em Brasília.

Nessa quarta, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afirmou ter autorizado o governo gaúcho a usar os R$ 18 milhões enviados pela pasta no ano passado para bancar ações de emergência contra a seca. Segundo ele, R$ 5 milhões devem ser empregados em cestas básicas, remédios e água com caminhões-pipa. Outros R$ 13 milhões poderão financiar a construção de poços artesianos, açudes e desassoreamento.

– O governo está atento para oferecer medidas aos produtores que não estão cobertos por seguro. São esses números que levam algum tempo para dar com precisão – disse Bezerra.

O secretário de Obras e Irrigação, Luiz Carlos Busato, reclamou que R$ 10 milhões correm o risco de ficar engessados por estarem carimbados como gastos de ajuda humanitária.

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Fonte: Ruralbr

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