Pacote de política de longo prazo para agricultura já está sendo elaborado

Em busca de uma maior interação entre seus ministérios, o governo costura o Plano de Ação para Agricultura Brasileira, conhecido como o PAC da Agricultura. A expectativa do governo federal é lançar o pacote ainda no primeiro semestre deste ano. O plano definirá o foco e os investimentos na área para os próximos 20 anos.

Nos últimos dias, várias reuniões têm sido feitas entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Planejamento e o governo federal. O governo pretende usar o exemplo dos planos safra concebidos pela Agricultura para formular uma política de longo prazo.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, disse que as discussões ainda estão em estágio inicial. Mas deixou claro que armazenamento e transporte de produtos são o objetivo das medidas. O governo, segundo ele, vai apresentar um projeto que atenda aos interesses tanto da agricultura empresarial quanto da familiar. "Uma política nacional de armazenamento e transporte, que envolva a Conab, é fundamental para a política de preços no país e a ajuda ao produtor", diz. "Também devemos agregar valor à produção e passar a exportar produtos já manufaturados", defendeu.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretende estender o fornecimento de máquinas para a melhoria de infraestrutura nas propriedades mais afastadas da região Centro-Sul do país. Somente no âmbito do PAC 2, o investimento do MDA será de R$ 1,8 bilhão, dos quais cerca de R$ 270 milhões foram gastos até agora. No ano passado, 1.299 municípios receberam maquinários do ministério.

A Embrapa pretende entrar no plano com menos ênfase em pesquisas e investindo em um programa mais abrangente. O presidente da estatal, Pedro Arraes, diz que a principal contribuição da empresa será o desenvolvimento de um projeto de zoneamento georreferenciado. "Todos os biomas serão pesquisados para que se saiba qual cultura se adapta melhor a determinadas localidades", diz. Em seguida, a Embrapa oferecerá consultoria aos produtores para que migrem para as culturas que melhor se desenvolvem em suas regiões. "Poderemos identificar um produtor que poderia ter uma maior produtividade com outra cultura em sua região", afirma.

A intenção do governo é ter o plano pronto até o fim do primeiro semestre.

Fonte: Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília

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