PAC 2 transforma a vida de agricultores paraenses

Máquinas do PAC2 melhoram infraestrutura de localidade na Ilha do Marajó (PA)

Vinte e quatro horas. Foi esse o tempo que levou para que as máquinas da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), saíssem da capital (Belém) e chegassem, de balsa, até o município de Santa Cruz do Arari, na Ilha de Marajó (PA). Em apenas um dia, os moradores da localidade, composta em quase sua totalidade por extrativistas (90% da população), puderam começar a ver estradas se abrirem e a economia melhorar.

Para se ter ideia, uma ida de Santa Cruz do Arari até a capital do estado do Pará pode demorar, no mínimo, seis horas. “Seis, oito, até 15 horas”, observa o prefeito do município, Marcelo Pamplona. A Ilha de Marajó é composta, basicamente, de estradas vicinais e o acesso a elas, antes das máquinas, era bem complicado, segundo ele.

“Antes, a gente tinha dificuldade em atender os produtores da região. Com a chegada das máquinas, melhorou bastante o atendimento na zona rural e melhorou também outros atendimentos que fazemos para a prefeitura, como saúde e educação”, enumera. Só no Pará, foram entregues mais de 300 equipamentos – retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba. Os veículos foram usados para a construção e melhoria de rampas, escavação de tanques e abertura de estradas vicinais.

“Eu só tenho a agradecer. As máquinas trouxeram benefícios para nós, como o acesso até a cidade, que era muito difícil. Tudo melhorou 100%”, elogia o agricultor familiar Carlos André, 34 anos. Ele conta que o forte do município é a criação de aves e peixes, além do cultivo de açaí e grãos. “Agora, temos mais estrutura. As estradas estão limpinhas, temos acesso à cidade a qualquer hora do dia”, comemora.

Carlos André cita mais uma vantagem: a economia está girando. Com a melhoria na infraestrutura do município, agora a venda e a compra de produtos são feitas com maior facilidade. “Com as estradas em condições melhores, a gente consegue que o vendedor ou comprador consiga ir até as nossas casas.”

O também agricultor familiar Antônio Almeida, 52 anos, faz coro ao discurso do colega. “Melhorou muito a zona rural e parte das estradas, que eram muito ruins. Nossa vida mudou para melhor”, salienta.

Números

De acordo com o último Censo Agropecuário (2006), o estado do Pará conta com cerca de 200 mil agricultores familiares. Em 2015, mais de 250 mil famílias da reforma agrária foram assentadas.

Para a safra 2015/2016, o estado recebeu investimento de mais de R$ 96 milhões, apenas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Jalila Arabi
Ascom/ MDA

Fonte : MDA

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