Ovelha não é pra mato 2

Leitores da Campanha discordaram da coluna em que ponderei sobre os riscos agronômicos, culturais e ambientais relativos à expansão da soja para aquela região (“Ovelha não é pra mato”). Claro que pecuaristas e arrozeiros são livres para optar por uma atividade mais rentável – desde que respeitados o zoneamento agroclimático e as peculiaridades do bioma Pampa.
Com base em conversas com produtores e técnicos, apenas lembrei que não é tão simples mudar de uma cultura para outra – somente para aproveitar a alta circunstancial dos preços da soja. Experiências anteriores nem sempre foram bem-sucedidas. Mas o coordenador do Irga de Camaquã, Roberto Longaray Jaeger, assegura que a soja tem tradição local e que o órgão e a Fundação Pró-Sementes pesquisam variedades adequadas à umidade da várzea.
– Trabalhamos com força para oferecer uma nova cultura que alie produtividade no arroz e na soja – explica o agrônomo.
Nesse caso, só me cabe desejar aos pesquisadores e produtores boa sorte em seus empreendimentos.

Fonte: Zero Hora |  Irineu Guarnier Filho

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