Outro lado

Em nota, a Vigor, controlada pela Lala, disse que "as declarações do executivo da Lactalis divulgadas na imprensa parecem demonstrar o pouco apreço da empresa francesa pelo poder Judiciário brasileiro. A Vigor busca legitimamente preservar seus direitos, e é nos autos que se manifestará. Seguidas decisões judiciais impedem a Lactalis de exercer direitos de acionista da Itambé até a decisão do Tribunal Arbitral, que julgará o mérito da questão".

Conforme apurou o Valor, no processo que iniciou na Justiça – e na Câmara de Arbitragem – contra a venda da Itambé à Lactalis, a Vigor afirma que o negócio fere o acordo de acionistas que tinha com a CCPR na Itambé. Para a Vigor, a CCPR não poderia ter vendido a Itambé sem ter oferecido a ela o direito de preferência. Outro ponto questionado pela Vigor é o acordo de NDA que Lactalis e outras empresas assinaram com a J&F, sua então controladora, quando fizeram propostas pela Vigor, em 2017. Pelo contrato, as empresas teriam de ficar dois anos sem negociar com a Itambé. O Valor apurou ainda que a Justiça mandou a Lactalis exibir documentos referentes à negociação com a CCPR, mas a francesa se nega a fazê-lo. Procurada para falar sobre essa questão após o evento em Teutônia, a Lactalis não comentou.

Fonte : Valor

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