Otimismo marca a abertura da colheita do arroz

CAROLINE BICOCCHI/PALÁCIO PIRATINI/JC
Temporada foi iniciada oficialmente em Restinga Seca, no sábado

Temporada foi iniciada oficialmente em Restinga Seca, no sábado

Um clima de otimismo e de união de forças para a manutenção de um cenário positivo para o setor arrozeiro gaúcho marcou a solenidade oficial da 22ª Abertura da Colheita do Arroz, realizada sábado, em Restinga Seca. A temporada foi iniciada com a simbólica salva de arroz, que representa fartura e prosperidade. A valorização do preço do produto em relação ao ano passado é um dos principais motivos para os produtores alimentarem boas expectativas para 2012. Hoje, o valor está em R$ 27,00 contra R$ 19,00 doze meses atrás.

O secretário em exercício da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, destacou os contrastes entre a abertura passada e a atual. “Tivemos um ano de 2011 de muita luta, marcado pelo desânimo e pela falta de esperança, com uma safra cheia, mas com preços baixos. Foi a união dos governos federal e estadual e das entidades que nos fez vitoriosos, e com a recuperação dos preços conseguimos estancar a hemorragia”.

Questões como o aumento da TEC (Tarifa Externa Comum) para terceiros mercados, do endividamento dos produtores, também foram citadas por Pereira como prioridades de pauta a serem encaminhadas para o governo federal.

O governador Tarso Genro destacou a relevância do arroz na base econômica do Estado, assim como a função social da cultura. “O arroz está na origem do desenvolvimento agrícola do Rio Grande do Sul, tem uma função de agregação social e de distribuição de renda”, apontou o governador. Tarso reforçou a manutenção de uma grande unidade do governo e entidades em torno de questões relativas ao setor arrozeiro.

“Vamos fazer uma articulação que coloque o arroz e o Rio Grande do Sul em primeiro lugar. Agora é a vez de o arroz entrar na pauta das políticas estruturantes”, reforçou Tarso. O governador também lembrou que a produção gaúcha representa 65% da safra nacional. Nesse sentido, o Rio Grande do Sul não é apenas uma base produtiva, mas também uma cultura produtiva.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse que o governo federal vai enfrentar o desafio das assimetrias com o Mercosul. “Vamos proteger os produtores sim. Colocar o ministério a serviço de quem produz”, afirmou. Sobre os mecanismos para manutenção de preços, o ministro disse que a intenção é continuar com as operações para que os valores do arroz continuem em alta. “Vamos pensar na política do arroz de forma especial. Agora é a hora do arroz.”

Fonte: Jornal do Comércio |

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