OPINIÃO | Uma opinião, por Maurício Carvalho de Oliveira*

Vejo a questão populacional como um dos temas relevantes no cômputo geral dos problemas mundiais. O lixo que produzimos e ainda não tratamos, outro. Mas analisemos o mundo. A população do continente europeu é idosa. Não cresce mais. Casais na Itália e França, por exemplo, recebem benefícios governamentais para terem um filho. O Japão está senil, a China caminha rapidamente para esse mesmo estado. No Brasil, o crescimento demográfico está sob controle, e também em breve, seremos um país de idosos – veja estudos recentes do IBGE (sobre bônus populacional). As recomendações do chamado Clube de Roma, e é bom que se saiba quem é essa figura enigmática, Clube de Roma, foram, por muitos especialistas, refutadas, bem como caíram por terra e por muitos anos as teorias do monge Malthus.
Eu acredito no homem e na ciência, “na capacidade da ciência de se reinventar e se expandir a partir de suas próprias descobertas, um ingrediente fundamental para que a busca do conhecimento nunca chegue ao fim”. A biotecnologia, a nanotecnologia, os alimentos a partir de novas fontes, de novas matérias-primas. Temos o exemplo das algas oceânicas e de um sem número de oportunidades que se abrem à inteligência humana, sem falar em nossa agricultura tradicional, com os incrementos tecnológicos cada vez mais dinâmicos e inovadores. Ademais, inúmeros pensadores e cientistas olham em outra direção com relação ao futuro da humanidade. Um deles – Gary Becker – disse “não subestimo a capacidade humana de atingir níveis cada vez mais elevados de produtividade. O mundo não ficará mais pobre nem faltará comida, como preconizam alguns. O planeta poderá até se tornar mais próspero”.

*Engenheiro agrônomo, fiscal federal agropecuário

Fonte: Zero Hora

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