OPINIÃO | Um setor agrícola mais inteligente, por Luís Toledo*

Na década de 1960, o mundo experimentou uma grande revolução na produção agrícola. A manipulação genética de sementes, insumos industriais e mecanização permitiram uma redução drástica no custo do manejo, além do incremento nos resultados produtivos, naquela que foi chamada de Revolução Verde. Meio século depois, o uso da tecnologia da informação e, especificamente, a análise avançada de dados, podem nos conduzir a uma nova revolução – calcada na agricultura inteligente.
As potencialidades dessa tecnologia devem abranger toda a cadeia agrícola e serão vitais para enfrentar o principal desafio da humanidade: alimentar uma população mundial que chegará a 9 bilhões de pessoas até 2050. Caso recente de tecnologia aplicada na agricultura otimizou os ciclos de orçamentos de 90 dias para 48 horas, possibilitando análise mais eficiente da dinâmica do mercado e investimentos mais certeiros.
No momento em que o PIB gaúcho é impulsionado por uma safra histórica de 28,27 milhões de toneladas de grãos – quase oito milhões de toneladas a mais em relação ao ano passado–, é oportuno pensar nas possibilidades que a análise de dados pode trazer, transformando o setor primário na agricultura de precisão.
Obter um resultado mais eficiente é apenas o começo de um processo que precisa atender um mercado consumidor mais exigente, melhorando a transformação e a distribuição da produção. Mais do que nunca, é preciso disponibilizar os produtos certos para as prateleiras certas, combinando as mudanças demográficas e gostos dos consumidores de forma mais precisa – e tudo isso é possível por meio da análise de dados.

*Diretor regional da IBM no Rio Grande do Sul

Fonte: Zero Hora

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