Opinião: Brasil cria a IBA: Indústria Brasileira de Árvores

Setor representa 6% do PIB industrial com R$ 59 bilhões de receita.
Suas exportações somam US$ 8 bilhões.

José Luiz TejonEspecial para o Agrodebate

José Luiz Tejon (Foto: Divulgação/CCAS)José Luiz Tejon (Foto: Divulgação/CCAS)

Enquanto o tema mobilidade urbana pega nas cidades, saibam também que Agromobilidade começa a pegar com movimento de colheitadeiras, tratores e máquinas agrícolas pelas estradas e cidades do interior.

Quero tratar de um ângulo pouco trabalhado e que cresce e crescerá cada vez mais: a indústria das árvores plantadas. Foi criada no Brasil a IBA: Indústria Brasileira de Árvores (sem nunca esquecer que o único país do mundo com nome de árvore somos nós: Brasil). A IBA representa agora todas as demais associações que eram separadas, como a da celulose e papel, a do piso laminado e alta resistência, a de painéis de madeira, a dos produtores de florestas plantadas.

Esse setor de árvores plantadas representa 6% do PIB industrial do país, com R$ 59 bilhões de receita. Suas exportações somam US$ 8 bilhões, significando mais de 3% das exportações do país. Geram 4,5 milhões de empregos.

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No campo temos mais de 7 milhões de hectares de árvores plantadas, e com 50% desse plantio sob certificação, dentro dos padrões de sustentabilidade. Dentro da visão de agrossociedade há fomento para pequenos proprietários, e os mais distantes dos grandes centros, que teriam dificuldades para atividades de produtos de consumo urbano pela distância. Esse fomento também é positivo na geração de renda, contribuindo para a preservação das matas nativas, e na recuperação de solo degradado.

Esse setor investe R$ 150 milhões em programas sociais e afetam mais de 1 milhão de pessoas em cerca de mil municípios do país. Eucalipto, pinus e espécies para fins industriais, incluindo florestas energéticas e biomassa, além do papel, celulose, painéis etc.

Esse setor, plantar árvores, deverá ter um crescimento exponencial no mundo pelos próximos 10 anos, atrelado ao valor de seus derivados, sustentabilidade e viabilização de pequenos e médios produtores na atividade campesina, com acesso a renda e tecnologia.

José Luiz Tejon Megido é diretor vice-presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (CCAS).

Fonte: G1