OPINIÃO | A reinvenção do milho

Os chineses recorrem a um ditado para ressaltar a importância da transformação, da renovação: “Tudo o que muda, permanece”. Ou seja, pessoas, organismos e situações que mudam, que se reinventam, deixam o caminho da repetição, do marasmo, que leva inevitavelmente ao fracasso.
A indústria do milho, um dos principais agentes da cadeia produtiva de alimentos do país, acompanha e adota processos de inovação de longa data. Como exemplos mais recentes, podemos citar o enriquecimento das farinhas de milho com ferro e ácido fólico, iniciativa tomada em consonância com a Anvisa. Como se sabe, a incorporação destes dois produtos concorre para evitar a incidência de anemia e de casos de espinha bífida, respectivamente.
As empresas que integram a Associação Brasileira da Indústria do Milho (Abimilho) também estão empenhadas no desenvolvimento de pratos como macarrão, lasanha, e outras massas à base de milho, oferecendo uma alternativa de alimento livre de glúten, atendendo, assim, as necessidades dos celíacos (pessoas intolerantes ao glúten) e àqueles interessados em adotar uma dieta mais saudável.
A indústria do milho, entretanto, não contente com essas conquistas, está buscando novos caminhos para a inovação e, como resultado, iniciou entendimentos com a Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e região (Adetec) para a identificação de novos projetos de gestão e processos de desenvolvimento de produtos, aplicações e preparos do milho e seus derivados.
A Abimilho entende que, no novo e competitivo ambiente de produção e de negócios que vivemos, inovação é, mais do que nunca, um elemento chave para o sucesso empresarial, com impactos positivos em termos sociais. E o milho, matéria-prima dos mais tradicionais pratos brasileiros, não poderia, naturalmente, ficar fora do processo desse movimento. Nosso desafio é harmonizar tradição com inovação. O que será obtido com o comprometimento dos elos da cadeia produtiva do milho.
*Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Milho (Abimilho)

OPINIÃO | NELSON KOWALSKI*

Fonte: Zero Hora

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