OPINIAO | ANTÔNIO AUGUSTO MEDEIROS*

**Presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro).
Os números da agropecuária vêm sendo festejados pelos gaúchos. Foi a atividade que mais cresceu no Rio Grande do Sul em 2013.
O aumento foi de 39,7% no período, o que contribuiu em grande parte, para o PIB 5,8% maior do estado.
Na comparação com o Brasil, a economia gaúcha apresentou taxas maiores de crescimento nos três grandes setores, com destaque para as atividades da agropecuária, indústria de transformação, comércio e transportes. .
Os números mostram que sempre que o setor agropecuário do Estado apresenta crescimento, a agropecuária é a máquina propulsora dos resultados econômicos do Rio Grande do Sul.
Por tudo isso, é fundamental o reconhecimento dos profissionais que são responsáveis pela certificação da produção deste pujante setor.
As atividades de inspeção e fiscalização do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio são indispensáveis para garantir sustentabilidade no agronegócio do estado.
Atualmente, as cadeias produtivas não só entendem o papel primordial, regulador e fiscalizatório do serviço oficial, como também reconhecem o trabalho desenvolvido e apoiam as tomadas de decisões necessárias e imprescindíveis para a transparência nas ações de defesa agropecuária.
No Estado do Rio Grande do Sul, dentro do marco regulatório existente, a maior parte das ações de fiscalização é desempenhada pelos Fiscais Estaduais Agropecuários e extranumerários da Secretaria da Agricultura, e esses profissionais devem ser igualmente valorizados.
É lamentável o veto do Executivo ao artigo 8 da lei 14.512/14 que prevê o aumento da gratificação percebida por esses profissionais que certificam a produção, garantem a saúde no campo e a qualidade dos alimentos produzidos.
Atrás do número frio do crescimento do PIB gaúcho, existe o trabalho árduo de produtores, indústria e da nossa categoria.
Valorizar o Fiscal Estadual Agropecuário do Rio grande do Sul é valorizar a tradição e a vocação produtiva do Rio Grande.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *