Operação elimina 80% de uma das nuvens de gafanhotos

Com a eliminação de cerca de 80% da nuvem de gafanhotos que estava próxima da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul, os produtores rurais gaúchos ganham certo prazo de tranquilidade. Mas ainda pairam ameaças no ar, na Argentina e no Paraguai, onde novas nuvens foram detectadas recentemente. De acordo com o monitoramento feito pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e do relatório do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), as operações do final de semana eliminaram a maior parte dos gafanhotos que estavam em Federación, província de Entre Rios (na fronteira com o Uruguai) após pulverizações terrestres e aéreas.

Ainda assim, uma nova ação com pulverizadores costais (carregados por pessoas e presos às costas) ingressará na mesma área em busca de focos remanescentes.

De acordo com Hector Emílio Medina, o chefe do Programa Nacional de Gafanhotos e Ticuras da Argentina, em relato ao Sindag, a nuvem foi definitivamente rompida. Os insetos estavam a cerca de 100 quilômetros da cidade gaúcha de Barra do Quaraí.

Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ricardo Felicetti, comemora a boa notícia de que até 80% dos insetos tenham sido eliminados pelo Senasa. A vigilância sobre os gafanhotos, porém, segue em curso. Felicetti diz que além dos gafanhotos remanescentes é preciso acompanhar se houve posturas, o que em poucos meses traria novos insetos. O combate, que contou com ajuda de produtores rurais argentinos, teve mais êxito porque as temperaturas estavam baixas, e o tempo frio impede a fuga dos insetos, que ficam lentos. Além da nuvem de Formosa, que pode estar a cerca de 600 quilômetros do Rio Grande do Sul o estado de emergência foi decretado por um ano", ressalta Felicetti.

Fonte: Jornal do Comércio