ONU diz que as pessoas sentem a ‘ira do planeta’ por aquecimento

Ban Ki-moon falou a representantes de quase 200 países na conferência mundial sobre clima (COP-19), em Varsóvia, na Polônia

As pessoas em todo o mundo estão sentindo a "ira de um planeta aquecido", disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, nesta terça-feira, pedindo aos quase 200 governos que ajam de maneira mais dura para chegar a um acordo em 2015 sobre o combate ao aquecimento global.

?Ban disse a ministros do meio ambiente em conversas sobre o clima em Varsóvia, na Polônia, que eles tinham uma subida íngreme pela frente para reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa que, segundo os cientistas, abastecem o clima mais extremo.

As conversas estão enfrentando dificuldades para preparar as bases para um novo acordo global, que deve ser fechado em 2015 e entrar em vigor a partir de 2020, que parece uma colcha de retalhos de promessas feitas por governos nacionais em vez de um forte tratado.

Muitos países desenvolvidos estão mais focados em estimular o lento crescimento econômico do que em consertar o aquecimento global, apesar da certeza cada vez maior dos cientistas de que as emissões humanas vão provocar mais ondas de calor, secas, enchentes e o aumento dos níveis do mar.

Países em desenvolvimento, liderados por China e Índia, insistem que os ricos devem continuar a liderar enquanto eles se concentram em pôr fim à pobreza.

"Por todo o mundo as pessoas agora enfrentam e temem a ira de um planeta em aquecimento", disse Ban, referindo-se aos eventos climáticos extremos como o tufão Haiyan que matou mais de 3,9 mil pessoas nas Filipinas neste mês.

Promessas atuais para reduzir o aquecimento global foram "simplesmente inadequadas", disse Ban. "Aqui, também, temos que elevar o nível".

Ele disse que os governos precisavam aumentar a ajuda para que nações pobres diminuam suas emissões crescentes de gases do efeito estufa e se adaptem aos impactos do aquecimento.

Esperança
Nenhum dos principais países estabeleceu metas nacionais mais duras em Varsóvia para reduzir os gases de efeito estufa. O Japão desapontou muitos na semana passada ao dizer que estava diluindo suas metas para 2020 depois de fechar sua indústria nuclear após o desastre de Fukushima em 2011.

Um relatório de 49 especialistas de 10 países mostrou nesta terça-feira que as emissões de dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis vão aumentar para um recorde de 36 bilhões de toneladas neste ano.

"Estou profundamente preocupado que a escala de nossas ações ainda seja insuficiente para limitar o aumento da temperatura global a menos de 2 graus Celsius dos níveis pré-industriais", ele disse.

Os governos concordaram com o teto de 2 graus em 2010 como o máximo permitido para evitar uma mudança perigosa. As temperaturas já aumentaram em cerca de 0,8 grau em comparação à Revolução Industrial do século 18.

Ban disse que havia alguns sinais de esperança, apontando para ações de governos, empresas, cidades e agricultores para reduzir as emissões.

Ele convidou líderes mundiais para uma cúpula na sede da ONU em Nova York em 23 de setembro de 2014. "Pedirei aos que forem para levarem novos e ousados anúncios e ação", disse.

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Fonte: Terra