Onde a seca ainda persiste no Estado

Erechim e Cruz Alta registram seis meses de precipitação abaixo da média

Terra rachada, lavouras com baixa produtividade e falta de água até para beber. É o retrato da seca nos municípios do norte e noroeste do Estado, que já completam seis meses de seca. Na contramão do fim do La Niña, essas regiões se preparam para uma das maiores perdas econômicas de sua história.
Em Cruz Alta, por exemplo, nos últimos 118 dias, de 1º de novembro até a terça-feira, choveu em apenas 29 dias. São Luiz Gonzaga registrou apenas 35% de precipitação esperada para o período de novembro a abril.
– A partir de janeiro, o aquecimento do Oceano Atlântico devido à atuação das massas de ar quente junto à costa recuperou as chuvas em toda a parte leste, se espalhando para o centro do Estado, mas deixou de fora regiões que ficam mais distantes da costa – explica a meteorologista Estael Sias.
Ontem, o Banco Central informou que o volume de indenizações do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) deverá bater recorde na safra 2011/2012. Em audiência na Câmara dos Deputados, o gerente da Diretoria de Agronegócio do Banco do Brasil, Álvaro Schwerz Tosetto, estimou que já foram feitas 63 mil comunicações de perda da produção, o que deve acarretar prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão.
A situação é ilustrada pelas dificuldades do agricultor Henrique Nasiloski no interior de Erechim. Dos sete hectares de soja cultivados, que deveriam render 50 sacas por hectare, foram colhidas 22 – e de má qualidade.
marielise.ferreira@zerohora.com.br *Com agências

MARIELISE FERREIRA* | ERECHIM/CORRESPONDENTE

A situação

– Cruz Alta: de novembro a abril só choveu 29 dias

– Santa Vitória do Palmar: teve 40% de chuva esperada para os últimos seis meses

– S. do Livramento: ficou mais perto da média histórica, com 69% de chuva esperada

– Bom Jesus: março foi o mais seco em 64 anos

– Torres: teve o março mais seco desde 1931

– Uruguaiana: só 25% dos dias houve chuva com volume igual ou acima de 1 mm

– São L. Gonzaga: choveu 35% do esperado em seis meses

– Erechim: a chuva em seis meses foi de apenas 22% da média histórica, sendo março e abril os menores índices do Estado, que levaram a cidade a racionar água

Fonte: Zero Hora

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