Oferta farta

O governo da China planeja reduzir os preços domésticos de milho pelo segundo ano consecutivo, em uma tentativa de reacender a demanda dos processadores de grãos, atingidos pela crise, e também para reduzir os elevados estoques do país, segundo maior consumidor do mundo, atrás dos EUA. Fontes do segmento consultadas pela Reuters disseram que Pequim está se preparando para cortar os preços oficiais em mais 10%, para 1.800 yuans (US$ 282) por tonelada. Essa queda pode reduzir o apetite das indústrias instaladas em território chinês por importações, elevar a pressão sobre as cotações internacionais e prejudicar grandes exportadores como EUA, Brasil e Ucrânia. A medida também poderá abalar a demanda por substitutos do milho, como sorgo e cevada, cujas importações bateram recorde na temporada passada (2014/15). Segundo as mesmas fontes, o governo chinês também poderá oferecer subsídios para o escoamento de milho para ajudar fabricantes de ração no sul do país.

Fonte : Valor

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