Obra no Parque Assis Brasil atrai apenas uma empresa

Bolognesi foi única empresa a apresentar proposta de remodelação

Júlia Lewgoy

MARCO QUINTANA/JC

Müller fica surpreso com a proposta única para o Parque de Esteio

Müller fica surpreso com a proposta única para o Parque de Esteio

A Bolognesi Engenharia foi a única empresa a apresentar proposta para a remodelação e modernização do Parque Assis Brasil, de Esteio, na tarde desta quinta-feira, na Central de Licitações do Estado (Celic). O projeto do futuro complexo inclui um agroshopping, um hotel e um centro de eventos e educação.
Para a empresa ser aprovada como concessionária do espaço de 27 hectares, durante os próximos 25 anos, sua proposta passará ainda por uma avaliação jurídica da Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária (Seapa).
A expectativa da secretaria é de que a empreendedora seja habilitada para remodelar o parque e implantar as melhorias. “Queremos modernizar o parque para que sua utilização seja otimizada o quanto antes. Nosso objetivo é ter mais eventos e pessoas na área”, planeja o secretário da Agricultura do Estado, Ernani Polo.
No momento, a Seapa está sem equipe jurídica para fornecer um parecer técnico sobre a proposta da única candidata, e ainda não há previsão de quando a análise será finalizada.  
Segundo a diretoria do Parque Assis Brasil, outras empreendedoras já haviam mostrado interesse e pedido informações sobre o processo de licitação. “Foi uma surpresa para nós ter apenas uma empresa na disputa”, afirmou o subsecretário do parque, Márcio Müller, após a abertura dos envelopes da licitação.  
Se a Bolognesi Engenharia for a responsável pela concessão, terá um ano para erguer o dique de contenção do arroio Esteio, a partir da assinatura do contrato. A construção deve contribuir para conter o volume de chuva que costuma inundar o parque, durante eventos como a Expointer. A estimativa de gasto com a construção do dique e da infraestrutura base da nova área é de R$ 14 milhões. O prazo para finalizar a infraestrutura básica da nova área – que inclui terraplanagem, pavimentação e rede de esgoto, água e luz – é de 10 anos.
Depois de construir o suporte base da área, a empresa pode buscar parceiros para edificar o centro de eventos e educação, o hotel e o agroshopping. Para essas obras, o prazo de finalização é de 25 anos. O custo total dos investimentos é estimado em cerca de R$ 280 milhões.  
A empreendedora Bolognesi já atua em áreas próximas ao Parque Assis Brasil. “Em uma concessão deste porte, de 25 anos, esperávamos que teríamos concorrência”, espantou-se o representante da empresa, Leandro Kuhn. Após o parecer técnico jurídico da Seapa, a proposta da empresa também será analisada pala Central de Licitações do Estado.

Fonte: Jornal do Comércio

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