O sucesso da diversificação na Expointer

Há quem diga que o gaúcho é um brasileiro diferente. Diante de algumas situações, creio que esta constatação é verdadeira. Que brasileiro não comemoraria o sucesso de uma Expointer? Pois tivemos quem conseguiu questionar os números que comprovam o sucesso dos negócios da última edição da feira. Três razões derrubam de vez esses questionamentos. Primeiro, a metodologia usada para aferir os negócios é a mesma usada nas demais feiras similares como Agrishow, em São Paulo, e Expodireto, em Não-Me-Toque. Segundo, o ano de 2013 é um ano ímpar na recuperação da renda agrícola, aliás, recentemente comprovada pelo crescimento trimestral do PIB setorial em 111%. Por fim, porque as linhas de crédito disponibilizadas pelo governo Dilma continuam excepcionais, como a do financiamento de armazenagem. Soma-se a tudo isso a subvenção para os investimentos em irrigação do governo Tarso.

O sucesso da Expointer nos remete para outra comemoração, a do acerto da diversificação introduzida no período 1999/2002. Antes deste período, a Expointer era um espaço exclusivo da genética animal. Lembro-me, quando o presidente do Sindicato das Máquinas e Implementos Agrícolas, Cláudio Bier, nos procurou para comunicar que as empresas não tinham mais interesse na Expointer porque o espaço era pequeno. Construímos então uma parceria que se consolidou a ponto de representar negócios na ordem de R$ 3,4 bilhões em 2013. Depois, foi a vez da Agricultura Familiar. O sucesso é tanto que, para 2014, ela terá o dobro de espaço com a estreia de um novo pavilhão.

Todos estes espaços hoje estão consagrados, para a alegria dos segmentos econômicos que antes estavam excluídos, e para os visitantes que hoje têm mais atrativos do que no passado. Tudo isto sem tirar o brilho e a pujança das nossas raças e da festa do cavalo crioulo.  A pergunta que fica é: Por que os mesmos que resistiam a estas mudanças agora questionam o êxito dos negócios, fruto da diversificação feita na época?

Diretor do BRDE e ex-secretário de Agricultura/RS

Fonte: Jornal do Comércio | José Hermeto Hoffmann

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